Homem que matou mulher por 'amor não correspondido' é condenado a 14 anos de prisão

Homem era irmão do padrasto da vítima (Foto: Getty Images)
Homem era irmão do padrasto da vítima (Foto: Getty Images)

Francisco Danilo do Nascimento Borges, acusado de matar uma jovem a facadas no município de Itapipoca, interior do Ceará em 2018, foi condenado nesta quinta-feira (3) a 14 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca da cidade.

Talita Galdino Moura, de 24 anos, foi morta a facadas por Francisco no dia 21 de outubro de 2018, no Bairro Júlio II.

Na época, a Polícia Civil informou que o homem, que era irmão do padrasto da vítima, tinha "interesse amoroso não correspondido" pela mulher.

Além disso, segundo a polícia, o suspeito sempre comprava presentes para Talita, sendo um dos últimos no aniversário da vítima, ocorrido três dias antes do feminicídio.

Ainda de acordo com testemunhas, no dia do crime, a vítima estranhou o comportamento do acusado, razão pela qual enviou mensagens via WhatsApp para a melhor amiga, afirmando estar com medo de Francisco Danilo.

Segundo o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), informou o portal g1, minutos após ir à casa da vítima, Danilo, armado com uma faca, "bem como agindo com crueldade e surpresa", assassinou a vítima com 25 golpes, a maioria deles no rosto, costas, cabeça e pulmão.

"As circunstâncias do crime foram graves, tendo o próprio Conselho de Sentença reconhecido a situação de impossibilidade ou dificuldade de defesa da vítima, pois o crime foi cometido no seu próprio lar, sem qualquer registro de desentendimento prévio entre esta e o acusado, mas com abuso de confiança da vítima. O meio cruel também foi reconhecido como circunstância qualificadora", relatou o MP.

Todas as teses sustentadas pela acusação, realizada pela promotora de Justiça Maria Carolina de Paula Santos Steindorfer, foram mantidas integralmente pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itapipoca.

Ainda segundo o MPCE a insanidade mental do réu como portador de retardo mental leve foi comprovada nos autos, configurando a sua semi-imputabilidade.