Homenagem à Ucrânia marca parada militar do 14 de julho, festa nacional da França

AP - Christophe Ena

O desfile do 14 de julho começou por volta das 10h (5h em Brasília) na avenida Champs-Élysées, em Paris, com o presidente francês Emmanuel Macron passando as tropas em revista. Neste ano, a parada militar teve como tema “Compartilhando a chama”, um título apresentado como um gesto de solidariedade à Ucrânia, mas também uma referência aos Jogos Olímpicos de 2024.

Tropas de nove países do Leste Europeu, na maioria vizinhos da Rússia ou da Ucrânia, participaram da edição de 2022 do desfile. Representantes da Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária desfilaram suas bandeiras, abrindo a apresentação dos batalhões franceses.

Em seguida a aeronáutica apresentou o clássico show aéreo, colorindo os céus de Paris de azul, branco e vermelho, as cores da bandeira francesa, um dos espetáculos mais esperados pelo público que foi acompanhar o desfile no local. A apresentação aérea, da qual participam vários aviões europeus, contou pela primeira vez com um drone Reaper, equipamento utilizado no Sahel para localizar jihadistas.

Ao todo, cerca de 6.300 pessoas marcharam este ano, quase cinco mil delas a pé. O evento militar, que durou aproximadamente duas horas, mobilizou ainda 64 aviões, 25 helicópteros, 200 cavalos e 181 veículos motorizados.

O desfile culminou com o hino nacional francês, entoado pela cantora e atriz Candice Parise, vestida de branco com tons de vermelho e azul. Cerca de 125 mil agentes das forças policiais foram mobilizados em todo o país para garantir a segurança durante o feriado nacional.

Depois da parada militar, o presidente Emmanuel Macron recebe convidados para uma Garden Party no Palácio do Eliseu. As comemorações serão encerradas com um show musical e um apoteótico espetáculo de fogos de artifício na Torre Eiffel, organizado pela prefeitura de Paris.

Antes disso, o chefe de Estado deu uma entrevista na televisão, na qual falou sobre a situação política interna, a agenda do governo - enfraquecido após as legislativas - e as medidas para conter o impacto econômico e social da guerra na população francesa.

(Com informações da AFP)

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