Homenagem a jornalista morta no Chile

A homenagem a Francisca Sandoval, a jornalista que morreu esta quinta-feira no Chile depois de ter sido baleada na cabeça, terminou com distúrbios no centro de Santiago.

Cerca de 200 pessoas participaram na vigília pacífica com fotografias e velas mas, no final, a polícia dispersou com um canhão de água um grupo que montou uma barricada e cortou o trânsito.

Francisca Sandoval tinha 30 anos. Foi baleada no dia 1 de maio, quando fazia a reportagem sobre a manifestação do Dia do Trabalhador. Durante a marcha convocada pela Central Clasista de Trabajadores no município de Estación Central, em Santiago, foram registados fortes incidentes e alguns manifestantes entraram em instalações comerciais e em confronto com comerciantes. Sandoval foi atingida no meio destes confrontos. O incidente aconteceu no movimentado bairro de Meiggs, onde o comércio informal é controlado por máfias.

O crime foi condenado pelas mais altas autoridades chilenas, incluindo o presidente Gabriel Boric, o seu gabinete e também organizações internacionais como a ONU Chile e a Associação Interamericana de Imprensa, que expressaram a sua preocupação sobre a liberdade de imprensa no país.

Num clima de hostilidade generalizada e desconfiança em relação às instituições, o Chile vive a pior crise de segurança pública em democracia, com uma mistura de vandalismo, aumento dos grupos de droga em setores pobres do país, e uma maior presença de armas de fogo.

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