Homens armados invadem estádio e expulsam jogadores do Mogi Mirim

Pessoas armadas, se dizendo seguranças da diretoria, invadiram o Estádio Vail Chaves e expulsaram jogadores do alojamento. Foto: (Instagram/Mogi Mirim)
Pessoas armadas, se dizendo seguranças da diretoria, invadiram o Estádio Vail Chaves e expulsaram jogadores do alojamento. Foto: (Instagram/Mogi Mirim)

Um grupo de homens armados invadiu o Estádio Vail Chaves na última madrugada e expulsou do alojamento do Mogi Mirim atletas e funcionários que lá moravam e dormiam. Segundo relatos dos atletas, os homens se identificaram como seguranças da diretoria do clube e os colocaram para fora do estádio. A razão pela qual o lamentável episódio aconteceu é uma divergência entre a atual presidência do Mogi Mirim e a empresa contratada no fim do ano passado para gerenciar o departamento de futebol do clube.

Cerca de 24 pessoas, entre jogadores do elenco sub-23 e funcionários, incluindo quatro jogadores dos Estados Unidos, menores de idade, estavam no alojamento e tiveram que deixar, sob ameaça, o local. Na manhã desta terça-feira, os atletas se dirigiram à Delegacia de Mogi Mirim para que um boletim de ocorrência fosse registrado. Relatos de jogadores que não quiseram se identificar dão conta de que objetos pessoais foram deixados nos quartos, além da truculência dos quatro seguranças: "Eles começaram a bater em todos os quartos e falar: 'desce, desce, desce'. Tinha dois que estavam, armados, com spray de pimenta no quadril. Tem gente aqui da Bahia, do Rio de Janeiro. Todo mundo tendo que ir para a rua. A gente foi meio que jogado para fora. Ficou todo mundo na rua, na calçada, sem poder voltar, sem explicação nenhuma. As coisas estão todas dentro dos quartos".

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Contratada em dezembro de 2021, a WKM foi acusada pelo presidente do clube, Luiz Henrique de Oliveira, de descumprir pontos do contrato, como "perda de prazo para inscrição de jogadores, ocupação indevida das dependências do estádio, venda de bebidas alcoólicas e manutenção de atletas profissionais sem registro".

Em nota oficial publicada em seu perfil oficial no Instagram, a gestão do futebol do Mogi Mirim lamentou os episódios ocorridos na última madrugada e afirmou que o contrato não pode ser rompido de forma unilateral: "O Mogi Mirim Esporte Clube vem por meio desta esclarecer e lamentar os episódios ocorridos na madrugada desta terça-feira, 12 de Julho, no estádio Vail Chaves.

Bandidos, armados, contratados por Luiz Henrique Oliveira, se identificaram como policiais e, na base da truculência e da violência, expulsaram os atletas alojados nas dependências do estádio com ameaças de morte.

Vale ressaltar que todos os atletas possuem contrato de trabalho e são funcionarios ativos do clube.

O Mogi Mirim Esporte Clube, através de sua gestora WKM Solutions, e do CEO Wilson Matos, informa que segue trabalhando em prol do renascimento do clube e não irá medir esforços para buscar solução para este caso em todas as esferas possíveis.

Além disso, o Mogi Mirim informa que o contrato de gestão com a WKM Solutions segue vigente e concedendo plenos poderes à gestora.

Por fim, vale salientar que, o único meio de comunicação ativo do clube é o Instagram. Rede social certificada pelo Grupo Meta como oficial
".

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