Homens atingidos no olho em manifestação de Recife serão indenizados, afirma governo

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Daniel da Silva perdeu parte da visão após ser atingido no olho por bala de borracha atirada pela PM em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, no Recife
Daniel da Silva perdeu parte da visão após ser atingido no olho por bala de borracha atirada pela PM em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, no Recife
  • Manifestação ocorrida no sábado era contra o governo Bolsonaro

  • Tratamento das vítimas será acompanhado pelo governo do estado

  • Secretário afirma que não há motivação política na ação em protestos

Após ação policial contra manifestantes no último sábado (25) em Recife, o governo de Pernambuco afirmou que irá indenizar os feridos. O protesto, que foi reprimido pela Polícia Militar, se posicionava contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Paulo Câmara (PSB), governador do estado, enviou nota à imprensa na qual informou que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) irá acompanhar o tratamento médico aos dois homens que tiveram ferimentos nos olhos.

"Além disso, o governador acionou a Procuradoria-Geral do Estado para, em conjunto com a SJDH, iniciar o processo de indenização aos atingidos", diz a nota.

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As vítimas são o adesivador Daniel Campelo da Silva, 51, atingido no olho esquerdo, e o arrumador Jonas Correia de França, 29, atingido no olho direito. Ambas as lesões são permanentes e eles correm o risco de perder a visão.

Outra ação do governador foi providenciar o afastamento do comandante da operação e os policiais que espirraram spray de pimenta no rosto da vereadora do Recife Liana Cirne (PT).

A ação da PM durante a manifestação foi classificada pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico de Barros e Silva, em entrevista ao canal Globo News na manhã desta segunda-feira (31), como “um ponto fora da curva”. O secretário também aproveitou para rechaçar o ocorrido.

"A Polícia Militar sempre agiu de forma respeitosa e respeitando protocolos. Esse fato foi ponto fora da curva. Vai ser, como está sendo, investigado", garantiu.

Silva também afirmou, ao perguntarem se há alguma chance de os agentes responsáveis pelos disparos serem apoiadores de Bolsonaro, que não há esse tipo de divisão política nas ações policiais. Acrescentou também que os policiais não tinham ordem para agir no protesto.

. "Em Pernambuco não existe PM paralela, existe a PM de Pernambuco, que tem como seu comandante o governador Paulo Câmara", disse.

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