Homens espancam funcionários do Metrô em duas estações da Zona Norte do Rio

O Globo
·2 minuto de leitura

RIO - A Polícia Civil investiga dois ataques realizados por homens não identificados, na madrugada desta terça-feira, contra funcionários do Metrô, em estações da Linha 2, na Zona Norte do Rio. Num dos casos, um homem foi espancado e precisou passar por uma cirurgia para corrigir ferimentos na face. Em outra ação, um agente de segurança foi agredido com um taco de beisebol até ficar desacordado. Nas duas oportunidades, segundo a assessoria do MetrôRio, as vítimas reconheceram os camelôs que vendem irregularmente mercadorias no trens como os autores das respectivas agressões.

O primeiro caso ocorreu por volta da meia-noite, na altura da estação de Coelho Neto. Numa ação que foi flagrada por câmeras de segurança, um agente foi atacado quando fechada a estação. As imagens mostram a vitima sendo perseguida por três homens. Ao cair nas proximidades das roletas, ela é atacada com socos e chutes. O funcionário ainda tenta ficar de pé, mas é novamente agredido pelos homens, que fogem em seguida.Segundo a assessoria do MetrôRio, o agente está internado em um hospital particular.

O segundo ataque aconteceu dez minutos depois, desta vez na altura da estação de Irajá. Dois agentes foram perseguidos por oito homens já na área externa da estação. Eles foram espancados com com pedaços de madeira e um taco de beisebol. Uma das vítimas, mesmo ferida, conseguiu fugir. A outra continuou a ser agredida até ficar desacordada. Os agressores fugiram levando uma bicicleta e uma bolsa com os pertences de um dos funcionários. Eles foram medicados e liberados.

O caso está sendo investigado por policiais da 27ªDP (Vicente de Carvalho), que tentam identificar os agressores. De acordo com o MetrôRio, a venda de produtos dentro das composições é proibida, conforme determinam a Lei Federal nº 6.149/74, Decreto nº 2.522/79 e a Resolução nº 1.264/2017, da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans). Ainda segundo o MetrôRio, para cumprimento do que determina a Lei, os agentes de segurança são orientados a retirar os ambulantes do sistema metroviário, de forma pacífica, com o objetivo de manter a ordem no sistema e a qualidade do serviço prestado aos clientes.