Homens invadem hospital no Guarujá (SP) e matam paciente a tiros

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois homens invadiram um hospital na cidade do Guarujá, na Baixada Santista, e mataram a tiros um paciente que havia acabado de receber alta. O crime aconteceu por volta das 11h30 do domingo (24).

A vítima, identificada como Gilianderson dos Santos, 37, estava em uma cadeira de rodas e aguardava trâmites para sua alta hospitalar quando os criminosos, que usavam capacetes, renderam dois funcionários do hospital, invadiram o local e dispararam contra o paciente diante da equipe médica.

Santos estava internado desde a sexta-feira (22) no HSA (Hospital Santo Amaro) após ter sido baleado na nádega e na perna. Na ocasião, estava sem documentos e apenas acompanhado de familiares, de acordo com informações do hospital. A polícia ainda não disse em que situação o paciente foi ferido a tiros.

O boletim de ocorrência elaborado na madrugada de sábado (23) diz que Santos foi baleado após ter sido abordado, por volta das 20h, na ciclovia da Piaçaguera, no distrito de Vicente de Carvalho.

Após ser baleado, o homem ainda caminhou até a avenida Bento Pedro da Costa, no bairro Conceiçãozinha, onde teria pedido ajuda. A vítima foi socorrida consciente pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e relatou aos policiais militares que sua bicicleta e mochila haviam sido levadas. ​

O primeiro caso envolvendo Gilianderson dos Santos foi registrado pela Delegacia Sede do Guarujá. Já a investigação de sua morte está a cargo da Divisão de Homicídios do Deic (Departamento de Investigações Criminais) de Santos.

Em nota, o HSA disse que Santos chegou ao hospital depois de ser transferido de uma unidade de pronto-atendimento do Jardim Conceiçãozinha, também no Guarujá.

O hospital afirmou ainda que a segurança do local é realizada por meio de monitoramento por câmeras e de "controladores de acesso distribuídos pela unidade". Segundo o HSA, nunca houve nenhuma ocorrência do gênero desde a sua fundação, há 60 anos. A instituição disse que está colaborando com a investigação.

O Hospital Santo Amaro é filantrópico, mantido pela Associação Santamarense de Beneficência do Guarujá e, desde 2018, atende exclusivamente pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

​Já a SSP-SP (Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo) disse que a responsabilidade pela segurança das áreas internas da unidade é do hospital.

A pasta não respondeu se fez alguma alteração na segurança do entorno do hospital após o crime.

Em nota, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) disse que "lamenta profundamente o triste episódio ocorrido em uma unidade de saúde" e "espera que os órgãos competentes esclareçam os fatos o mais rápido possível".

Também no domingo, as polícias civil e militar de São Paulo prenderam em Iporanga, no Vale do Ribeira, dois suspeitos de terem invadido o pronto-socorro municipal de Iporanga com um facão e uma faca e esfaqueado um homem de 40 anos.

A vítima estava recebendo atendimento após ter sido ferida na cabeça com uma garrafa de vidro pouco antes. A confusão teria começado durante um baile no salão de uma paróquia da região.

O homem esfaqueado está vivo e segue internado para observação. Não há mais informações sobre o seu estado de saúde.

"Os profissionais de saúde, funcionários do hospital e a população, que busca atendimento e está fragilizada, precisam e esperam por respostas plausíveis das autoridades. Se já não bastasse a insegurança externa, agora [os profissionais] sofrem ataques em seus locais de trabalho. Infelizmente, a insegurança tem se confirmado nos hospitais, UPAs e UBSs do Estado de São Paulo", afirmou ainda o Cremesp.

À reportagem, a Policia Civil e a SSP disseram que não há relação entre os casos do Guarujá e de Iporanga.

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