Homens se fingem de grávidas em inscrição digital para vacinação em MG

·2 minuto de leitura
Foto: Danilo Verpa/Folhapress
Foto: Danilo Verpa/Folhapress
  • Os 17 suspeitos, com idades entre 18 e 50 anos, já foram identificados

  • Sistema de cadastramento da prefeitura da cidade para vacinação da população é feito pela internet

  • Secretario diz que, muito dificilmente, o grupo conseguiria ser imunizado contra Covid-19

Um grupo de 17 homens de Divinópolis, a 110 km de Belo Horizonte, tentou se passar por grávidas, em agendamento online, para furar a fila de vacinação contra a Covid-19 e receber doses do imunizante da Pfizer. 

A prefeitura identificou as tentativas de fraude e acionou a Polícia Federal e o Ministério Público. 

Leia também

Os 17 suspeitos, com idades entre 18 e 50 anos, já foram identificados. Eles não foram presos nem chegaram a ir pessoalmente aos postos, mas podem ser investigados pela Polícia Civil por estelionato. 

O sistema de cadastramento da prefeitura da cidade para vacinação da população é feito pela internet. Os dados são colocados no sistema por quem será imunizado e vão para uma central de processamento. As informações são conferidas com as já existentes sobre a pessoa na prefeitura. 

Em seguida, conforme a ordem das prioridades definidas pelo Ministério da Saúde, a população se dirige a drive-thrus para a imunização, onde é feita nova triagem, com checagem de documentos. 

Quem não tem carro ou, por motivos de saúde, não tem condições de se deslocar até um ponto de drive-thru telefona para a prefeitura e solicita a vacinação em casa. O objetivo, segundo o secretário municipal de saúde, Alan Rodrigo da Silva, é evitar filas nos postos. 

Segundo o secretário, a tentativa de fraude foi detectada ainda na análise dos dados colocados pelos 17 homens no cadastramento pela internet. "Apareceu um fulano de tal, homem, como grávida." 

Secretário vê "ingenuidade" na ação

Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images
Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images

O anúncio de que os 17 homens haviam sido pegos na tentativa de fraude ocorreu no início da semana. Conforme o secretário, muito dificilmente o grupo conseguiria ser imunizado. "Foi muita ingenuidade. O problema é que eles podem ter pegado o lugar de alguém na fila eletrônica", aponta. Os 17 nomes já foram retirados do sistema. 

Ao se colocarem como grávidas, os membros do grupo foram automaticamente encaminhados para a parcela da população que receberá a vacina da Pfizer. "A indicação é que grávidas e puérperas recebam esse imunizante. Para os demais segmentos em Divinópolis são usadas as vacinas Astrazeneca e Coronavac", afirma o secretário. 

Neste mês a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu o uso da Astrazeneca para grávidas depois da suspeita de morte de uma gestante no Rio de Janeiro após tomar a vacina. O caso ainda está sendo investigado.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos