Honda, do Botafogo, recorre ao Twitter para tirar dúvidas sobre coronavírus

Foi pelo Twitter que ele anunciou a transferência, também foi nas redes sociais que ele recebeu o clamor da torcida para sua chegada e até anunciou vaga de professor particular de português. Agora, o japonês Honda usa a timeline para tirar dúvidas a respeito do coronavírus no Brasil.

Como o idioma local não é de seu domínio, Honda se vale do inglês para suas questões e opiniões direcionadas ao público brasileiro em tempos de pandemia.

A pergunta mais recente lançada pelo japonês foi neste domingo: "Qual vocês acham que é a razão de o número de infectados crescer tão rápido no Brasil?"

Na semana passada, em meio a informações desencontradas sobre a rigidez do isolamento social, Honda questionou: "Ouvi que no Brasil poderia haver shutdown. É verdade?"

As respostas têm sido variadas, expondo a polaridade política existente na internet. A maioria tenta interagir em bons termos com Honda.

A pandemia do coronavírus também trouxe à tona discussão financeira envolvendo os salários dos jogadores. Honda, em pleno 1º de maio, postou:

- Alguns salarios de atletas de topo são muito altos, na minha opinião.

No começo de abril, ele mandou uma mensagem via vídeo para mostrar suporte aos profissionais de saúde.

- Imagino como tem sido difícil. É um período louco. Estamos saudáveis porque vocês têm sido ótimos. Não podemos agradecer o bastante. Meu coração está com vocês. Sinto muito por não poder fazer mais - disse Honda.

Em isolamento no Rio, Honda já postou vídeos e fotos de treinos durante a quarentena. Ele usa softwares e tem o apoio do preparador físico pessoal.

O japonês estreou pelo Botafogo em um jogo com portões fechados já por causa da pandemia. Em protesto, Honda e seus companheiros foram a campo de máscaras. Com a bola rolando, ele fez, de pênalti, o gol do empate com o Bangu por 1 a 1.