Honda mostra as primeiras imagens da próxima geração do Civic, que estreia em 2021

Jason Vogel
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Com o Civic é assim: gerações supermodernas se revezam com outras bem conservadoras. Isto ocorre desde o 1995, quando a arrojada quinta geração do modelo — aquela com capô liso, sem grade aparente — deu lugar a um modelo com visual caretão (e que viria a ser o primeiro Civic produzido no Brasil, a partir de 1997).

Tal situação vai se repetir entre 2021 e 2022, como se vê pelo protótipo do Civic de 11ª geração, revelado esta semana durante uma live de Fortnite (um videogame em que vários jogadores se enfrentam à distância).

A pré-estreia de apelo adolescente contrastou com as linhas do protótipo, muito mais austeras que as do musculoso Civic fabricado hoje no Brasil. O futuro modelo parece desenhado para agradar aos avôs dos gamers...

Futuro incerto no Brasil

Previsto para estrear nos Estados Unidos em meados de 2021, o novo Civic ainda tem futuro incerto no Brasil dos SUVs e do real desvalorizado. Se tudo correr bem, o sedã chegará aqui em 2022.

Como se vê pelas imagens do protótipo, praticamente na forma final para a produção em série, o próximo Civic lembra um Honda Accord em escala reduzida. Tem o mesmo capô comprido, a traseira fastback e a linha de cintura baixa, com mais área envidraçada que no modelo atual.

Chegando ao vidrinho lateral traseiro, há uma curva ascendente brusca, delineada por um friso cromado — exatamente como no Accord. É o máximo de emoção que você verá na carroceria.

As laterais são mais lisas, sem a pronunciada musculatura do Civic atual. As lanternas perdem a forma de bumerangue e ficam mais genéricas. Poderiam estar em um VW Jetta. A Honda mostrou ainda um desenho do painel do carro, bem liso, limpo e comportadinho — um pranchão horizontal e com a tela da central multimídia no alto, à Fiat Argo. Bem distante dos arrojados cockpits das últimas gerações do Civic.

As saídas de ar ficam numa régua central do tablier, quase invisíveis, seguindo a linha do Honda E, compacto elétrico da marca japonesa.

Por enquanto, a Honda não deu maiores detalhes sobre a mecânica. O mais provável é que o motor 1.5 turbo, da versão Touring no Brasil (173cv), continue a ser o principal da linha, atrelado ao câmbio CVT. Não se sabe se o velho 2.0 aspirado (155cv) sobreviverá à troca de gerações. E, muito provavelmente, haverá uma versão com tecnologia híbrida Intelligent Multi Mode Drive (i-MMD), na medida para enfrentar o eterno rival Toyota Corolla.