Hong Kong começa a suspender restrições por coronavírus

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, em entrevista coletiva sobre a COVID-19 em 5 de maio de 2020

Hong Kong anunciou, nesta terça-feira (5), um relaxamento das restrições impostas ao combate ao coronavírus, em particular a reabertura de escolas, bares e cinemas.

A decisão se baseia na clara redução da circulação do vírus na ex-colônia britânica. A medida entra em vigor na próxima sexta-feira.

A expectativa das autoridades locais é que seja possível aliviar a economia do território. Já afetada no ano passado pela guerra comercial entre China e Estados Unidos e pela crise política interna, a economia foi duramente atingida pela epidemia.

As autoridades também anunciaram um projeto para distribuir máscaras reutilizáveis para os 7,5 milhões de habitantes da cidade.

Depois da China, Hong Kong foi um dos primeiros territórios afetados pela pandemia. Apesar de sua proximidade com a China continental, esta região semiautônoma conseguiu impedir a propagação do novo coronavírus.

O território totaliza mil casos de contaminação e quatro mortes.

Hong Kong não registrou um novo caso em dez dos últimos 16 dias. Todos os casos registrados foram de pessoas entrando em Hong Kong e já postas em quarentena.

"Espero que essas medidas sejam um alívio para os habitantes", disse a chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, a jornalistas nesta terça-feira.

A proibição de se reunir em restaurantes em grupos de mais de quatro pessoas foi ampliada para oito pessoas. A distância de 1,5 metro entre as mesas permanece.

Os shows ainda são proibidos, e as boates, fechadas. Cinemas e salões de beleza podem reabrir, mas respeitando as medidas de higiene.

Dados divulgados na segunda-feira apontam que o PIB de Hong Kong caiu 8,9% no primeiro trimestre interanual. É seu pior resultado desde que estes números começaram a ser coletados em 1974.