Horário eleitoral mantêm média de audiência das TVs na cidade de São Paulo

GUSTAVO FIORATTI
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A audiência da televisão na cidade de São Paulo teve uma queda mínima durante a exibição do horário eleitoral à noite, às 20h30, e se manteve estável no bloco da tarde, às 13h, em relação aos índices registrados naquela mesma faixa de horário do mês anterior, quando o programa ainda não era exibido. Essa é uma conclusão possível a partir de medições do Kantar Ibope, quando comparados os índices da propaganda iniciada no dia 9 de outubro e o período de 30 dias imediatamente anterior a este. A propaganda de candidatos que concorrem ao primeiro turno foi exibida até esta quinta (12). Segundo dados do Ibope, a faixa ocupada pela propaganda vespertina manteve a mesma média de 42% registrada no mês anterior ao início do programa eleitoral. No horário noturno, a média caiu um ponto, de 66% para 65%. Esse número representa a fatia de todos os domicílios com televisores ligados naquela hora. Se considerarmos as principais praças no território nacional, a audiência do horário eleitoral está menor em relação àquela que foi registrada na última disputa municipal, em 2016. Há quatro anos, a audiência do programa foi de 39%. Agora, esse número caiu para 33%. É considerado o período entre 9 e 29 de outubro, nas 15 principais regiões metropolitanos do país. Na Grande São Paulo, a média de audiência do horário eleitoral foi de 2,68 pontos, se consideradas todas as emissoras abertas e todas as exibições eleitorais. Quando analisados apenas o programa vespertino, o índice foi de 2,89 pontos de audiência. O programa noturno ficou com 4,75 pontos. Cada ponto representa o equivalente a 203.309 pessoas. Segundo dados do Datafolha, quase a metade, ou 49%, dos eleitores paulistanos não têm interesse no horário eleitoral dos candidatos a prefeito exibido na TV. Por outro lado, 17% dos entrevistados demonstraram grande interesse, e 33% têm um pouco de interesse, o que decresce conforme a faixa etária dos entrevistados. Na faixa de 35 a 44 anos, fica em 21%, e cai para 10% quando consultados os eleitores mais jovens. Com 10 minutos corridos, com início às 13h e às 20h30, além de inserções diversas na programação do dia, neste ano, o horário eleitoral na TV foi marcado por campanhas que se repetiram nas primeiras semanas na capital paulista. Com a maior fatia de tempo (3min29s), o prefeito e candidato Bruno Covas (PSDB) usou apenas três peças totalmente inéditas nos dez primeiros dias de horário eleitoral gratuito. No período, teve 20 blocos de propaganda. Em outros três programas exibidos pela coligação liderada por Covas há a mescla de trechos novos com imagens que já foram ao ar. Produtores e publicitários que trabalham com os candidatos mencionam como razão para a falta de diversidade de cenas as restrições de filmagem impostas pela pandemia do novo coronavírus. Nas últimas semanas da propaganda em São Paulo, os candidatos aumentaram o tom de ataques mútuos. Líder nas pesquisas, Covas evitou citar rivais e foi o principal alvo. Na disputa por uma das vagas no segundo turno, Márcio França (PSB) adotou estratégia parecida. Já Celso Russomanno (Republicanos) e Guilherme Boulos (PSOL) se atacaram nas propagandas e também miraram o atual prefeito em críticas na TV. O horário eleitoral retorna a grade das emissoras no dia 20 de novembro e será exibido por uma semana, até o dia 27.