O que hormônios têm a ver com a sexualidade?

Fernanda Lopes
·3 minuto de leitura
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O que hormônios têm a ver com a sexualidade? Foto: Getty Images

Relações sexuais não têm a ver apenas com estímulo físico e pontual a áreas erógenas do corpo. Sabia que o prazer também tem muito a ver com o cérebro? Há alguns hormônios diretamente ligados à sensações de prazer e às relações sexuais e afetuosas que têm influências diretas nos relacionamentos afetivos.

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O cérebro tem cerca de 100 bilhões de neurônios que atuam no processamento de nossas sensações e emoções, e algumas substâncias são mensageiras químicas pelo corpo: os hormônios.

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Há hormônios cujos efeitos químicos estão relacionados às sensações de prazer, de humor e de bem-estar, e a falta ou diminuição deles pode afetar na saúde sexual e no relacionamento entre casais.

A dopamina é um destes hormônios. É o principal deles relacionado ao prazer. “A dopamina é responsável pelo sistema de prazer e recompensa, [um bom nível de dopamina] faz com que a gente tenha sentimentos de prazer, felicidade, euforia. É importante manter os níveis de dopamina adequados pra que a gente tenha mais prazer, determinação, desejo, pra que a gente procure e vá atrás das coisas. É a molécula da motivação”, diz a ginecologista Erica Mantelli.

A dopamina atua num sistema de recompensa em que sempre busca a maior satisfação com o menor esforço. Isso tem grande influência principalmente na sexualidade feminina. Enquanto os homens têm mais facilidade em chegar ao orgasmo, por conta de uma liberdade sexual muito maior que têm desde muito jovens, as mulheres nem sempre crescem com boa educação sexual e conhecimento sobre seus próprios corpos, além de nem sempre encontrarem parceiros sexuais dispostos a ter uma boa troca e com interesse sobre a anatomia feminina também.

Por isso podem ter mais dificuldade para atingir o clímax nas relações sexuais, o que faz com que as transas sejam encaradas como algo que demanda muito esforço e gera pouco prazer. Isso pode fazer com que os níveis de dopamina relacionados ao sexo caiam e que muitas mulheres acreditem que têm algum problema de libido ou desinteresse sexual.

É preciso que haja conversas francas entre os parceiros sexuais, para que as relações sejam prazerosas para ambas as partes, e a dopamina volte a agir da melhor forma, com situações de maior recompensa. Consultas com profissionais, como ginecologistas e psicólogos, também podem auxiliar.

Vale lembrar que pessoas que fazem uso de antidepressivos podem ter muita dificuldade para atingir orgasmos nas relações sexuais porque, segundo a médica, os remédios podem diminuir a quantidade de dopamina e dificultar a chegada ao pico de prazer. Se este for seu caso, converse com seu médico para buscar soluções alternativas.

Outro hormônio ligado aos relacionamentos é a ocitocina. A sensação gostosa que temos ao beijar, abraçar e estar com quem gostamos tem muito a ver com a ação da ocitocina no corpo.

“A ocitocina foi denominada como hormônio do amor porque está relacionado com vínculos afetivos. Ela faz parte de um grupo de neurotransmissores de felicidade que aumentam sensações de bem-estar, diminuem o stress, diminui a ansiedade, melhoram as oscilações no humor. Está intimamente relacionada com o parto porque tem ação de estimular contrações uterinas. A partir do momento em que a mulher entra em trabalho de parto, o útero começa a contrair por conta da ocitocina, é um hormônio fundamental”, diz Erica Mantelli.

Para elevar os níveis deste hormônio prazeroso no corpo, basta ter atos como abraçar, olhar nos olhos, dar cafunés, beijos e carinhos em geral.

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