Hospitais do Canadá usam pulmões artificiais e buscam funcionários para tratar pacientes jovens de Covid-19

Anna Mehler Paperny e Allison Martell
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Pandemia de Covid-19 no Canadá

Por Anna Mehler Paperny e Allison Martell

TORONTO (Reuters) - Os canadenses mais jovens são as maiores vítimas da disparada mais recente de Covid-19 no país, o que cria uma demanda crescente de pulmões artificiais e uma dificuldade para manter funcionários em unidades de tratamento intensivo enquanto hospitais fazem esforços desesperados para salvar pacientes.

Os tratamentos com pulmões artificiais, conhecidos como oxigenação por membrana extracorpórea (Ecmo), são muito mais prováveis em pacientes de menos de 65 anos, explicou Marcelo Cypel, diretor cirúrgico do programa de suporte de vida extracorpóreo da Rede de Saúde da Universidade de Toronto (UHN).

Na semana passada, a UHN teve um recorde de 19 pacientes em Ecmo, 17 deles com casos graves de Covid-19. Quando os pulmões dos pacientes mais doentes de Covid-19 se enchem de fluidos e os ventiladores mecânicos não dão mais conta do trabalho, pulmões artificiais podem salvar vidas.

Até segunda-feira, os médicos haviam conseguido liberar alguns das máquinas e estavam com 14 pacientes em Ecmo, 12 deles com Covid-19.

A necessidade dos pulmões artificiais reflete uma mudança para pior na epidemia do Canadá --os casos novos estão disparando e os surtos estão atingindo ambientes de trabalho e escolas.

Como muitos idosos estão vacinados e novas variantes muito mais contagiosas do coronavírus estão circulando amplamente, os pacientes mais jovens são cada vez mais numerosos nas UTIs.

"É muito diferente agora da primeira onda, quando vimos pessoas mais velhas com comorbidades", disse Cypel. "Estamos vendo mais... trabalhadores essenciais jovens."

(Por Anna Mehler Paperny e Allison Martell)