Hospitais da Califórnia ficam lotados em meio a início da vacinação nos EUA

Sharon Bernstein e Jeff Mason
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Por Sharon Bernstein e Jeff Mason

SACRAMENTO, Califórnia (Reuters) - Ao mesmo tempo em que figuras de destaque como o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, apareceram sendo vacinados contra Covid-19, pacientes já doentes lotavam prontos-socorros e unidades de terapia intensiva na Califórnia, agora um epicentro mundial.

Mais 41 mil pessoas testaram positivo para a doença no Estado mais populoso dos EUA na quinta-feira, e 300 morreram, disseram autoridades estaduais de saúde pública. Em um Estado com 40 milhões de moradores, apenas cerca de 1.200 leitos de UTI permaneciam disponíveis nesta sexta-feira - apenas 2,1% do total, informou o Departamento de Saúde Pública da Califórnia.

"Antevíamos um aumento, mas não sei se alguém imaginou que seria tão ruim quanto tem sido", disse Adam Blackstone, porta-voz da Associação de Hospitais da Califórnia do Sul.

A dificuldade da Califórnia é uma mostra da mortalidade do coronavírus nos Estados Unidos, mesmo com as vacinas oferecendo esperança de que a pandemia possa terminar em breve.

Os EUA são o país com mais novos casos de coronavírus no mundo, registrando um recorde de 239.903 novas infecções na quinta-feira, de acordo com dados da Reuters. O número de mortos nos EUA ultrapassou 311 mi e as hospitalizações bateram recordes em cada um dos últimos 20 dias, chegando a 114 mil na quinta-feira, segundo uma contagem da Reuters.

Na Califórnia, o número total de casos aumentou para quase 1,8 milhão, com mais de 22 mil mortes.

(Reportagem de Sharon Bernstein, Jeff Mason, Susan Heavey, Idrees Ali e Anurag Maan)