Hospitais lotados levam Força Aérea alemã a transferir pacientes de Covid

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Equipe médica em aeronave da Força Aérea alemã em Memmingen, na Alemanha

BERLIM (Reuters) - A Alemanha preparou sua Força Aérea para transferir pacientes de Covid-19 de hospitais sobrecarregados do sul agora que os casos nacionais dispararam e uma nova variante detectada na África do Sul causou alarme generalizado.

A Alemanha registrou uma queda na taxa de infecção de coronavírus ao longo do verão, mas os casos aumentaram acentuadamente nas últimas semanas e as novas infecções diárias atingiram um recorde superior a 76 mil nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, a maior economia europeia cruzou a marca de 100 mil mortes relacionadas à Covid-19 em meio a alertas de hospitais, principalmente no sul e no leste, de que suas unidades de tratamento intensivo estão ficando lotadas.

Ainda nesta sexta-feira, a Força Aérea transportará pacientes de Covid-19 gravemente doentes da cidade de Memmingen, no sul, para Muenster, próxima de Osnabrueck, no norte, disse uma fonte de segurança à Reuters.

Será a primeira vez que a Força Aérea usa aviões adaptados para até seis leitos de UTI, rotulados como "unidades de tratamento intensivo voadoras", para transferir pacientes de Covid-19 dentro do país.

A detecção da nova variante na África do Sul aumentou os receios com os números de infecções crescentes. O ministro da Saúde interino, Jens Spahn, disse que o governo declarará o país africano uma "área de variante do vírus" também nesta sexta-feira.

A decisão, que entrará em vigor a partir da noite desta sexta-feira, significa que as empresas aéreas só poderão transportar alemães da África do Sul de volta para casa, tuitou Spahn, e todos terão que ficar em quarentena durante 14 dias.

Temores a respeito do impacto da nova variante causaram nervosismo nos mercados financeiros.

Annalena Baerbock, uma das líderes do partido Verdes e a próxima ministra das Relações Exteriores, disse à revista Spiegel que nem uma exigência de vacinação para toda a população, nem um novo lockdown pode ser descartado.

(Por Sabine Siebold e Andreas Rinke)

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