Hospitais de Porto Alegre superam 100% de ocupação pela primeira vez desde o início da pandemia

O Globo
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Porto Alegre — A capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, atingiu neste sábado sua capacidade máxima de leitos de UTI desde o início da pandemia. Durante a tarde, chegou a bater 102,67% de ocupação, e à noite reduziu para 101,2%, de acordo com o site G1. A alta na procura por atendimento tem feito com que os médicos precisem escolher quem internar. Além dos hospitais, as UPAs da capital também continuam superlotadas.

Este sábado foi o primeiro dia de bandeira preta vigente para todo o Rio Grande do Sul, restringindo atividades econômicas com o fechamento do comércio não essencial, bares e restaurantes. A médida vale até o próximo dia 7.

Entre os hospitais que atendem pacientes com coronavírus, o Moinhos de Vento registrou a maior lotação, 115%. A Santa Casa chegou a 102%. O Clínicas teve 96,32% até a noite, e o Conceição, 97,33%.

— Tem sido um cenário que antes não era necessário, escolher, fazer uma definição de perfil de risco e oferecer para os pacientes que têm mais chance de sobreviver versus o que têm menos chances de sobreviver a melhor capacidade tecnológica e de equipe — afirmou ao G1 a diretora-presidente do Clínicas, Nadine Clausell. — O que que quero dizer com isso: se escolhe os pacientes que a gente acaba de receber para colocar na UTI do hospital. Isso é um drama que nenhum médico gostaria de enfrentar na vida e isto estamos enfrentando nos últimos 15 dias.

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O Brasil registrou neste sábado uma média móvel de 1.180 mortes por Covid-19, a maior desde o início da pandemia, segundo o boletim dos veículos de imprensa, batendo o recorde da última quinta-feira. Também foram notificados, nas útlimas 24 horas, 50.840 novos casos e 1.275 novas mortes por Covid-19.

Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. O governo de Roraima não divulgou seus dados.