Hospitais privados pedem intermediação do governo para comprar medicamentos no exterior

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - Entidades do setor hospitalar privado pediram ajuda política para importar medicamentos e sedativos para intubação de pacientes de Covid-19. O pleito foi feito em uma reunião por videoconferência, nesta sexta-feira, promovida pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados que contou com representantes de hospitais e do Ministério das Relações Exteriores, Melina Maia, conselheira-geral de Soberia Nacional e Cidadania da pasta.

- Os hospitais privados estão preocupados com a falta dos medicamentos a curto prazo e com o aumento de preços. Estamos com os hospitais lotados, e o número de internados só aumenta. A entrada do ministério abriria perspectiva de busca desses medicamentos em vários países - disse Marco Aurélio Ferreira, diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados, que representa unidades como Albert Einstein, Sírio Libanês e Rede Dor. Ferreira pediu ajuda do ministério e da Câmara para ajudar nas negociações.

Presidente da Comissão de Saúde, Dr. Luizinho (PP-RJ) afirmou que uma das possibilidades é a centralização de compras, o que permitira adquirir os produtos por um valor abaixo do praticado pelo mercado.

- A indústria brasileira não está dando conta da atual demanda. Já vimos o mesmo desastre acontecer no ano passado. Eu não acredito que essa situação da falta de medicamentos tenha solução fácil internamente, por isso precisamos de contatos internacionais e ajuda governamental nessas compras para desembaraçar com rapidez questões alfandegárias e sanitárias - disse.

Uma lista de 41 páginas com nomes de fornecedores internacionais e seus respectivos produtos foi enviada à Comissão de Saúde e ao Ministério das Relações Exteriores para que possam iniciar os contatos.

Na quinta-feira, Dr. Luizinho participou, juntamente com o presidente da Câmara, Arthur Lira, de quatro reuniões com autoridades chinesas, entre as quais o ministro das Relações Exteriores do país, origem dos insumos das duas principais vacinas brasileiras: a Coronavac e a Oxford/Astrazeneca.