Hospitais privados do Rio alertam para o desabastecimento do 'kit intubação'; três medicamentos estão com nível crítico e estoque para cinco dias

Felipe Grinberg
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RIO — Em um comunicado publicado nesta quinta-feira, a Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), que representa a instituições privadas, alertou para o "risco de desabastecimento dos principais fármacos necessários à intubação e ventilação mecânica".

Ao GLOBO o médico e diretor da Aherj Graccho Alvim disse que três desses medicamentos estão com estoque em estado "crítico":

— Cada medicamento temos um estoque, mas em três teríamos cerca de cinco dias de estoque. Alguns a gente consegue trocar por parecidos, mas terá algum momento que não terá como. Não estamos conseguindo comprar, como no resto do país. Estamos tentando importar diretamente, mas leva um certo tempo — afirma.

Sem a chegada de novos insumos, a rede não consegue ampliar a oferta de leitos, apesar da demanda estar grande. O diretor ainda conta que algumas unidades só não tiveram o estoque zerado porque compraram em outros hospitais ou fizeram trocas entre eles. Ele explica que ainda não há colapso na rede:

— A gente já encaminhou para todas as entidades de saúde para pedir ajuda. Precisamos de cooperação dos órgãos e de países vizinhos, para que vendam esses medicamentos ao Brasil — disse Alvim.