Bruno Covas anuncia fechamento do hospital de campanha do Pacaembu na próxima segunda-feira

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Foto: Jose Antonio de Moraes/Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Jose Antonio de Moraes/Anadolu Agency via Getty Images

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou o fechamento do Hospital de Campanha do Pacaembu, criado para atender vítimas da pandemia novo coronavírus, na próxima segunda-feira (30). O hospital iniciou suas atividades em 6 de abril e custou cerca de R$ 23 milhões.

O encerramento foi anunciado pelo prefeito na coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (26). Na mesma entrevista, foi anunciado também o avanço da capital paulista para a fase amarela do Plano São Paulo, possibilitando a reabertura de bares e restaurantes no próximo dia 06.

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De acordo com o contrato firmado com o Albert Einstein, o hospital poderia funcionar até o final de julho. Apesar disso, Covas garantiu que a capital vive uma evolução positiva da pandemia e que por isso o local será desativado.

“Com os números que nós temos na cidade de São Paulo, nós temos além dos 1340 leitos de UTI, 1984 leitos de enfermaria que foram criados para poder atender a população na cidade de São Paulo, nós estamos hoje com uma taxa de ocupação desses 1.984 leitos de 48%, desde o dia 1º de junho essa taxa vem diminuindo na cidade de São Paulo e nos últimos dez dias nós estamos com uma taxa abaixo dos 50%, por isso, que então, a Prefeitura entende que chegou o momento de começar a fechar esses leitos na cidade e vamos fechar na segunda-feira o hospital municipal de campanha do Pacaembu”, disse o prefeito.

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Criados para aliviar a rede municipal no pico da pandemia, os hospitais de campanha da gestão Covas operam hoje com cerca de 20% de sua capacidade. As duas estruturas criadas pela prefeitura podem receber mais de 1.071 doentes, mas tinham 243 na quarta (24).

Com 22 internados e espaço para 200, o hospital de campanha do Pacaembu será fechado na próxima segunda-feira. O complexo do Anhembi, porém, deve continuar ativo por mais tempo para estar à disposição de possível aumento dos casos.

As unidades funcionam desde abril e atenderam a 4.698 pacientes, dos quais 3.771 acabaram recebendo alta.

De acordo com levantamento feito pela reportagem, os dois hospitais tiveram picos de pacientes no dia 15 de maio, quando 760 pessoas estavam internadas em ambos os hospitais. Mesmo neste período, as duas instalações emergenciais não chegaram a lotar, ficando com lotação por volta de 70% dos leitos ativos.

Na comparação entre maio e junho, a média de pacientes internados caiu 41% --de 656 para 383. A gestão Covas avalia que as unidades foram importantes elementos na estabilização da doença na cidade. Não só ajudaram a aliviar a rede hospitalar abrigando casos mais leves como serviram para isolar pacientes que, se ficassem em casa, continuariam contaminando a população.

***Com informações da Folhapress

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