Hospital de campanha do RioCentro abre com oferta parcial de vagas por falta de equipamentos e pessoal

Fabiano Rocha e Geraldo Ribeiro
Prefeito Marcelo Crivella inaugura Hospital de Campanha do RioCentro

O segundo hospital de campanha do Rio foi inaugurado na manhã desta sexta-feira, no RioCentro, na Zona Oeste da cidade, pelo prefeito Marcelo Crivella. No entanto, a unidade não abrirá com sua capacidade máxima, por falta de equipamentos e profissionais. O espaço vai oferecer inicialmente 100 vagas, sendo 20 de UTI, porém sua capacidade é para 100 leitos de UTI e 400 de enfermaria.

Crivella anunciou para a próxima sexta-feira, dia 8, a chegada de 300 respiradores, comprados antes da pandemia e que estão vindo da China. Outros 400 deverão chegar até meados de maio. Ainda neste fim de semana, contudo, o município vai receber 20 respiradores e 40 monitores trazidos de São Paulino pela Vale do Rio Doce.

Os equipamentos, segundo o prefeito, vão possibilitar que a cidade passe a contar com em torno de 900 novos leitos de UTI em toda rede.

— O que vai ser um imenso alívio para a nossa cidade, para a Baixada Fluminense e arredores — disse o prefeito.

Sobre a necessidade de pessoal, ele disse que está sendo feito um chamado nas redes sociais, com salários de R$ 6.400 para profissionais que farão turno de 12 horas e de R$ 21 mil para os que trabalharem 40 horas semanais. Profissionais de fora do Rio poderão se hospedar no Hotel Hilton, que fez parceria com a prefeitura.

O prefeito disse que o Rio tem uma média de 20 mortes por coronavírus, por dia, e que apesar de ter alugado contêiner, a falta de vaga para sepultamento ainda não é uma preocupação na cidade. Segundo Crivella, no município morrem por ano 50 mil pessoas, de variadas causas, o que dá uma média de 140 óbitos por dia.

— Nesse momento não temos preocupação com sepultamentos. Se por um lado temos que lamentar as mortes por coronavírus, por outro lado os acidentes de motocicleta de automóveis e de operações nas comunidades o número de óbito diminuíram.

O prefeito Marcelo Crivella afirmou na manhã dessa sexta-feira que a prefeitura poderá multar os estabelecimentos que permitirem a entrada de clientes que não estejam usando máscaras, mas não informou a partir de quando nem o valor da multa. Ele disse ainda que vai se reunir ainda nesta sexta-feira com o gabinete científico, que reúne professores, doutores, diretores de hospitais e membros da Academia de Medicina, para analisar as curvas de contaminação e óbitos e não descarta a adoção de outras medidas de endurecimento no combate à Covid-19.

O prefeito disse também que vai se reunir com representante dos setores de comércio, indústria e serviço para tratar da retomada das atividades, mas isso só deve acontecer em 20 ou 25 dias, pelo menos.

— Tenho esperança de que as máscaras, a cada dia de passa, está sendo cada vez mais usada elas pessoas, e isso vai ter um reflexo enorme na nossa curva de internação e UTI — afirmou o prefeito.

O Hospital de Campanha do RioCentro é o segundo aberto na cidade em uma semana. O outro funciona no Leblon.