Hospital de campanha do Riocentro será aberto na sexta-feira, diz Crivella

Pedro Zuazo
O prefeito Marcelo Crivella ao lado de parte do secretariado nesta terça durante entrevista coletiva; no púlpito a diretora do hospital de campanha do Riocentro, Valesca Antunes Marques

RIO — O prefeito Marcelo Crivella anunciou na tarde desta terça-feira que o hospital municipal de campanha do Riocentro, na Zona Oeste da cidade, será inaugurado nesta sexta-feira, dia 1° de maio. No momento da abertura, a unidade contará com 80 leitos de enfermaria e 20 de UTI. A médica Valesca Antunes Marques será a diretora do hospital temporário.

A estrutura, que começou a ser montada há 22 dias, servirá exclusivamente para atendimento de pacientes infectados com o novo coronavírus. O anúncio da abertura da unidade acontece em um momento crítico para a rede municipal, que está à beira do colapso. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, a ocupação dos leitos de UTI reservados a casos de Covid-19 oscila entre 93% e 95% nesta terça-feira. Além dos 20 leitos de UTI que serão criados com a inaugurou do hospital de campanha, a prefeitura espera aumentar a capacidade de internação na semana que vem.

De acordo com Crivella, dois voos da LATAM, previstos para os dias 4 e 6 de maio, vão trazer diversos equipamentos encomendados da China, incluindo 300 respiradores e 70 carrinhos de anestesia que também são equipados com respiradores.

— Estamos no momento mais delicado da epidemia, que é quando se esgotam os recursos técnicos mas os casos continuam aumentando. É uma corrida contra o tempo para a abertura de leitos qualificados, pois muitos pacientes já estão chegando à rede com quadro clínico grave. Estamos conseguindo criar leitos dia a dia. Na semana passada, abrimos nove no Hospital municipal Ronaldo Gazzola. Com a chegada dos novos equipamentos o Gazzola vai passar de 81 para 201 leitos — disse Beatriz Busch, que reassumiu a pasta após ficar afastada por ter testado positivo para o coronavirus.

Segundo a secretária, hoje a rede municipal do Rio tem cerca de 1.200 pacientes internados com síndrome respiratória aguda grave, sendo que nem todos receberam os resultados para exame de Covid. Desse total, 1.015 estão em leitos e 185 em unidades intermediárias de atendimento, como UPAs ou CERs.