Hospital de campanha do Riocentro será desativado pela Prefeitura do Rio

Letícia Lopes
·2 minuto de leitura

No anúncio do "período conservador", o início da sétima fase de flexibilização do município em meio à pandemia de Covid-19, a secretária municipal de Saúde, Beatriz Bush, também informou que o Hospital de Campanha do Riocentro vai ser desativado. A desmobilização da unidade deve acontecer entre novembro e dezembro, ainda sem data definida. De acordo com o prefeito Marcelo Crivella, o hospital, com capacidade para 400 leitos de UTI e 100 de enfermaria, tem hoje 100 vagas ocupadas.

— Hoje temos absoluta segurança em dizer que temos leitos para todos e estamos preparados para o que quer que aconteça. Vamos nos próximos dias reorganizar o Hospital Ronaldo Gazolla, não só para que ele reassuma sua função de hospital de retaguarda cirúrgico da cidade, mas também ampliar se necessário os leitos de UTI. E também esse mês, programar até o final de novembro ou começo de dezembro, a desativação do Hospital de Campanha do Riocentro, por entender que temos retaguarda de leitos e equipamentos para colocar nas nossas unidades da rede — afirmou a secretária.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou, nesta terça-feira, o início da sétima fase de flexibilização do município em meio à pandemia de Covid-19. Chamado de período "conservador", esse é o último estágio de reabertura previsto pelo governo municipal, e já está valendo. A fase anterior teve início em 1º de setembro. Agora, está permitida a permanência dos banhistas nas areias das praias, e ambulantes estão liberados para vender bebidas alcoólicas na orla e alugar guarda-sóis e cadeiras.

— No domingo fizemos uma reunião do conselho científico, e ao avaliar os números verificamos que as medidas que tomamos ao longo da pandemia surtiram efeito — justificou Crivella, durante entrevista coletiva no Palácio da Cidade, em Botafogo: — As curvas têm caído consistentemente, mesmo depois das praias abertas por semanas, contrário às nossas orientações, e os bares à noite onde as pessoas para consumir bebida não usam máscara.

De acordo com Crivella, a cidade do Rio desenvolveu a chamada "imunidade de rebanho". Ele descartou a possibilidade de uma segunda onda de casos de Covid-19 no município, como está acontecendo em países da Europa:

— Aquela determinação do conselho científico do início da pandemia de manter abertas as atividades essenciais acabou nos dando uma imunidade de rebanho. Não há outra explicação para a consistente queda dos números — afirmou: — Aqueles que fizeram lockdown estão experimentando uma segunda onda. Hoje, tendo nossos leitos bem mais vazios, se tivermos controle não há sinais no horizonte de que teremos, nas condições atuais, uma remota segunda onda na cidade do Rio.