Hospital de campanha do Riocentro será exclusivo para pacientes com coronavírus

Luiz Ernesto Magalhães

RIO — A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu mudar a estratégia de combate ao novo coronavirus. O hospital de campanha que está sendo montado no Pavilhão 3 do Riocentro, na Zona Oeste da cidade, com 500 leitos, ficará exclusivo para o atendimento aos pacientes de coronavirus. A decisão foi tomada pelo prefeito Marcelo Crivella após conversas com a comunidade cientifica do município.

— A ideia é ativar o hospital do Riocentro quando 70 por cento das vagas do Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, nossa referência para o coronavirus estiverem preenchidas — explicou nessa quinta-feira a secretária municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch.

A secretária ainda está fechando os detalhes do planejamento do hospital de campanha. Mas disse esperar contar com o apoio da União no planejamento. Juntas as duas unidades ter ao 881 leitos -sendo 381 no Hospital Gazolla.

No planejamento anterior, o Riocentro operaria como uma unidade de reserva. Esses leitos seriam usados para internar pacientes de outras especialidades  caso  houvesse grande demanda de vagas para coronavirus em toda a rede e não só em Acari

Das 500 vagas do Riocentro, cem são de Uti e 400 de lei dos comuns. As adaptações no pavilhao já começaram.

No caso de Ácari, também há obras de adaptação que incluem ampliação da unidade e reforma de uma ala onde funcionava originalmente uma maternidade, transferida para Madureira.. Dos 381 leitos projetados, já estão disponíveis 128.

O governo do Estado também terá pelo menos 900 leitos em hospitais de campanha. Deste total, 200 na Baixada divididos entre São Gonçalo e nova Iguaçu. Nesta quinta-feira,  o governador Wilson Witzel anunciou que fará obras para instalar leitos no estádio do Maracanã  mad naobha detalhes ainda.noutro local escolhido é o Parque dos Atletas, na Barra, onde as intervenções também ainda não começaram