Hospital da Mulher é aberto com segurança reforçada em SP

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 12.09.2022 - Fachada do Hospital da Mulher, localizado na avenida Rio Branco, nos Campos Elíseos, em São Paulo. (Foto: Stefhanie Piovezan/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2209122004680389
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 12.09.2022 - Fachada do Hospital da Mulher, localizado na avenida Rio Branco, nos Campos Elíseos, em São Paulo. (Foto: Stefhanie Piovezan/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2209122004680389

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Hospital da Mulher abre oficialmente suas portas nesta quarta-feira (14) com a missão de receber as pacientes do Hospital Pérola Byington e de se estabelecer como maior centro de saúde especializado no atendimento à mulher da América Latina.

A unidade com mais de 50 mil m² foi construída na avenida Rio Branco, no centro de São Paulo, na região da cracolândia, e o primeiro desafio será garantir a segurança de funcionários e pacientes.

Neste ano, usuários de drogas deixaram as vias mais próximas ao hospital, um investimento de R$ 245 milhões. Porém, bastou a reportagem tirar o celular do bolso para receber o conselho de que ali não seria um bom lugar para deixar o aparelho à mostra.

"Não teríamos outra área com essa metragem próxima à região do centro e a terminais de ônibus, inclusive para facilitar o acesso", afirma o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

Ao mesmo tempo, diz ele, o local atende as estratégias de reurbanização da região central traçadas pelos governos estadual e municipal --nos últimos meses, foram realizadas diversas operações policiais na região, com dispersão dos usuários de drogas.

Para lidar com a situação, a Inova Saúde afirma que contará com um quadro de vigilantes internos e externos, bombeiros e seguranças para o apoio dos pacientes. A empresa diz que possui nove postos de segurança 24 horas e um sistema de monitoramento com câmeras com sensores de calor que ajudam a prever movimentações suspeitas e no reconhecimento facial.

"As imagens são enviadas em tempo real ao Centro de Controle de Operações do Hospital, onde todos os processos e imagens são monitorados e, se necessário, é feito imediatamente um aviso para a Guarda Civil Metropolitana e para a Polícia Militar", afirma a empresa.

A Inova administrará o Hospital da Mulher com o Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil de São Paulo). Uma organização cuidará da chamada bata cinza -setor administrativo, segurança e limpeza- e a outra, da bata branca- a parte que envolve os profissionais de saúde.

O modelo de PPP (parceria público-privada), defende Gorinchteyn, permite agilizar serviços, atendimentos e a manutenção dos equipamentos. Também facilita as contratações necessárias para o aumento de consultas, exames e procedimentos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os atuais 867 servidores do Hospital Pérola Byington serão mantidos com todos os direitos adquiridos, mas quando estiver em plena operação o novo hospital necessitará de 1.200 colaboradores entre médicos, enfermeiros e técnicos. A contratação dos novos funcionários ocorrerá gradativamente pelo Seconci e os interessados podem enviar seus currículos para o email selecaoperola@seconci-sp.org.br.

A Inova estima quase 500 vagas para profissionais como secretárias e telefonistas, entre os já contratados e a serem selecionados. As contratações devem ser encerradas em outubro, e os interessados podem enviar os currículos para o email recrutamento@inovasaudesa.com.br.

"Atualmente, são 128 leitos, enquanto o Hospital da Mulher terá 172. Passaremos a ter um espaço muito maior, com 92 leitos cirúrgicos, 10 leitos de hospital dia, 10 leitos de UTI, 60 leitos clínicos. Também ampliaremos em 66% os serviços voltados ao tratamento de câncer, com equipamentos de última geração", diz o secretário.

A nova unidade terá tomografia com sedação, ressonância magnética e radioterapia, algo não disponível no Pérola. O hospital ampliará o atendimento a pacientes que necessitam do serviço de fertilização, seja para preservação de óvulos antes de tratamentos oncológicos, seja para pacientes não oncológicas.

Quando estiver em pleno funcionamento, o que deve ocorrer em 2023, estima-se que o hospital realizará 19,8 mil sessões de radioterapia, 21 mil de quimioterapia e 23,7 mil de hormonoterapia. São previstos por ano 12,8 mil internações e 107 mil atendimentos ambulatoriais.

Outro desafio será reforçar a marca Hospital da Mulher. A proposta original era manter na nova unidade o nome Hospital Pérola Byington, mas a Cruzada Pró-Infância proibiu