Hospital de Rondônia é fechado após fiscais encontrarem 'problemas infinitos'

Hospital municipal de Santa Luzia d’Oeste, em Rondônia, sofreu 'interdição ética total'. Foto: Divulgação/ Cremero.
Hospital municipal de Santa Luzia d’Oeste, em Rondônia, sofreu 'interdição ética total'. Foto: Divulgação/ Cremero.
  • Unidade foi fiscalizada por Conselho de Medicina, Conselho de Enfermagem e bombeiros

  • Hospital é de Santa Luzia d'Oeste, em Rondônia

  • Foram descartadas 4,5 toneladas de medicamentos vencidos

Um hospital municipal de Rondônia precisou de uma interdição ética após o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) encontrar problemas “infinitos” na unidade. Entre os problemas encontrados no Hospital Municipal Maria Verli Pinheiro, de Santa Luzia d’Oeste, estão problemas na estrutura do prédio.

A fiscalização ocorreu após o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) receber diversas denúncias sobre a unidade. O local também foi revistado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren), que, assim como o Cremero, relataram problemas graves.

Em maio, o Cremero identificou que havia infiltrações, rachaduras e mofos na estrutura; os extintores de incêndio estavam vencidos há anos; e a presença de fiação exposta. Além disso, havia propagandas de uma clínica particular no prédio público.

Medicamentos e insumos vencidos também foram encontrados pelo Conselho. No total, foram descartadas mais de 4,5 toneladas de medicação fora da data de validade. De acordo com o Cremero, essas medicações poderiam ter atendido pacientes com covid-19 no auge da pandemia.

Há problemas até no descarte de resíduos sólidos, que era realizado em um “casebre com a porta apodrecida de água de chuva e com saída de chorume e presença nas imediações de cachorros”.

Hospital municipal de Santa Luzia d’Oeste (RO) tinha descarte incorreto de resíduos e materiais vencidos. Foto: Divulgação/ Cremero.
Hospital municipal de Santa Luzia d’Oeste (RO) tinha descarte incorreto de resíduos e materiais vencidos. Foto: Divulgação/ Cremero.

Os frequentadores do hospital também corriam riscos graves. Segundo o MP, o acondicionamento de cilindros de gases era inadequado, o que poderia levar a acidentes.

Outros problemas graves de higiene também foram identificados. Os profissionais de saúde lavavam as mãos com detergente de louça e não havia dedetização para controle de insetos e pragas.

O Ministério Público deu, nesta segunda-feira (20), 24 horas para o prefeito e a Secretaria Municipal de Saúde apresentarem um plano para resolver os problemas do hospital, além de decidirem para onde os pacientes devem ser encaminhados enquanto a unidade fica interditada.

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