Hospital do Fundão fecha 101 leitos por falta de profissionais da saúde

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Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido com Hospital do Fundão. Foto: William Santos/Acervo Coordcom/UFRJ
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido com Hospital do Fundão. Foto: William Santos/Acervo Coordcom/UFRJ
  • Funcionários denunciam emergência lotada

  • Pacientes são atendidos no chão

  • No fim do mês, acaba contrato de mais 850 servidores

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido com Hospital do Fundão, localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, fechou 101 leitos por falta de profissionais da saúde.

Ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o hospital poderá perder ainda mais leitos, já que o contrato de mais 850 funcionário será encerrado no próximo dia 31.

“O hospital teve que esvaziar os pacientes, fechar as alas, fechar as enfermarias, fechar os setores porque, dia 31 em diante, já não tem mais a quantidade de funcionários. São 800 e poucos funcionários a menos. E o quantitativo da casa mesmo, do hospital, não dá suporte para atender tudo”, contou uma profissional de saúde ao portal G1.

Segundo outros funcionários ouvidos pelo portal, a emergência do hospital está lotada porque não há como internar pacientes. Muitos ficam horas no setor de triagem e muitas vezes são atendidos no chão.

“Lá embaixo, que é a emergência, está tudo superlotado. Inclusive os médicos e enfermeiros estavam falando hoje que tem que fechar a porta para receber mais ninguém. Teria como colocar nas enfermarias, só que não pode colocar por não ter funcionário”, denunciou uma funcionária, que não quis ser identificada ao G1.

Recentemente, 850 profissionais foram contratados a partir de uma parceria da Fiotec, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para atuar no combate à pandemia. Com o fim do contrato e sem dinheiro, o hospital precisou fechar 101 leitos, dos quais 46 são da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

“Tem paciente intubado, paciente grave ficando na emergência, mas que deveria estar no CTI. Não tem previsão de uma nova empresa entrar e a gente não sabe como vai ficar”, contou outra profissional de saúde ao portal.

A direção do hospital já havia alertado para o problema em outubro. Leitos que passaram por reformas e foram equipados com auxílio da iniciativa privada deverão ser desativados também.

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