Hospital Federal de Bonsucesso é referência por variedade de especialidades e localização privilegiada

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Situado às margens da Avenida Brasil, próximo a acessos das Linhas Amarela e Vermelha, também vias expressas de importância, o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na Zona Norte do Rio, é destino de pacientes vindos de diferentes áreas do município e de cidades da Baixada Fluminense. O acesso fácil é só um dos pontos de vantagem. A unidade — de seis prédios numa área construída de 42.242 metros — tem um vasto leque de especialidades e se tornou referência, sendo o maior complexo hospitalar da rede pública do estado. Mensalmente, antes de ter o Prédio 1 atingido por um incêndio no ano passado, realizava 1.200 atendimentos de emergência em média. Hoje, o serviço segue suspenso.

O Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) abriu as portas em janeiro de 1948, na época chamado de Hospital General Do Nascimento Vargas, ao ser inaugurado pelo então presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra. Em mais de sete décadas, ampliou os serviços e atendimentos oferecidos, inclusive se tornando uma referência em diferentes áreas, que somam 56 serviços especializados, como cirurgia de cabeça e pescoço e cirurgias oncológicas. Com o passar das décadas, o hospital viu a cidade crescer, estando numa área com cerca de 1 milhão de habitantes.

Após o incêndio no Prédio 1, no dia 27 de outubro de 2020, alguns atendimentos foram suspensos temporariamente à época. Outras áreas funcionavam apenas para receber os pacientes previamente agendados, como os em tratamento de quimioterapia. De acordo com a direção do HFB, o prédio está em reforma desde 23 de dezembro. No local, funcionavam setores de emergência, cirurgias de alta complexidade, enfermarias, hemodiálise e exames de imagens.

Antes do incêndio, o hospital mantinha uma média mensal de 15 mil consultas por mês, de 1.300 internações, 1.200 atendimentos de emergência, 120 mil exames laboratoriais e cinco mil exames de imagem. As informações constam no site do HFB. A unidade não retornou se houve queda nos números com o fechamento temporário do Prédio 1.

Em nota, nesta terça-feira, dia 9, a direção informou que "estão sendo realizados: revisão e teste de todo o sistema de combate a incêndio da Emergência, modernização de todos os quadros elétricos e alimentação elétrica até a subestação de energia da Unidade e troca de todas as mangueiras". A licitação para contratação de uma empresa para a reforma da estrutura está em finalização.

Atualmente, segundo a unidade federal, os serviços nos prédios 2, 3, 4, 5 e 6 são feitos normalmente. As alas englobam consultas ambulatoriais, exames laboratoriais, banco de sangue, quimioterapias, internações e cirurgias de baixa e média complexidade e atividades do Centro de Atenção à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.

São mais de 56 serviços especializados, entre eles cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia geral, cardiologia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia e cirurgias oncológicas, em que é referência. Dentro do SUS, o HFB é especializado em transplante renal e no atendimento à gestante e ao recém-nascido de alto risco.

Em contato telefônico com a unidade, a atendente informa que não há emergência geral em funcionamento, apenas para maternidade, aberta 24 horas. A emergência obstétrica tem destaque para atendimentos de mães diabéticas, hipertensas, transplantadas, com doenças hematológicas, entre outros quadros clínicos de risco. A unidade também é referência para atendimento a bebês prematuros de alto risco (principalmente os recém-nascidos abaixo de um quilo), com serviço de cuidados intensivos, Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e Unidade Intermediária (UI) Neonatal.