Hospital fica fora de serviço no norte da Síria após bombardeios mortais

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Membros da Defesa Civil Síria (capacetes brancos) entre os escombros do hospital Al Shifaa em Afrin, norte da Síria, em 12 de junho de 2021

O Comitê Internacional de Resgate (IRC) condenou, neste domingo (13), o fogo de artilharia no dia anterior na cidade síria de Afrin, que matou cerca de vinte pessoas e deixou um hospital fora de serviço.

Os tiros que atingiram vários bairros de Afrin (norte) e o hospital Al Shifaa causaram 21 mortes, 17 delas civis, de acordo com um novo balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Em um balanço anterior, o organismo havia contabilizado 16 mortes.

"O hospital está fora de serviço", lamentou o IRC, uma das ONGs que trabalha neste centro, apresentado como "um dos maiores do norte sírio".

"O ataque destruiu totalmente o pronto-socorro e também a sala de parto" e "a clínica externa está parcialmente destruída", disse a ONG.

Entre as vítimas fatais há "dois funcionários do hospital e dois motoristas de ambulância", acrescentou. "Uma parteira está em estado crítico".

Os disparos de artilharia no sábado vieram dos territórios no norte da província de Aleppo, onde milícias pró-iranianas leais ao regime sírio estão posicionadas, perto de áreas das forças curdas, de acordo com o OSDH.

Em um comunicado, a principal coalizão dominada pelos curdos negou qualquer envolvimento nos eventos.

Localizada na província de Aleppo, a região curda de Afrin foi conquistada em março de 2018 por forças turcas auxiliadas por voluntários sírios.

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