Hospitalizações por Covid em SP caem 68% desde maio; 325 dos internados completaram vacinação

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*ARQUIVO* BRAGANÇA PAULISTA, SP, BRASIL, 02-03-2021: Equipe médica durante tratamento de paciente com coronavírus na UTI de Covid-19 do Hospital Universitário São Francisco, em Bragança Paulista. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
*ARQUIVO* BRAGANÇA PAULISTA, SP, BRASIL, 02-03-2021: Equipe médica durante tratamento de paciente com coronavírus na UTI de Covid-19 do Hospital Universitário São Francisco, em Bragança Paulista. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo mostra que 81,7% dos 629 pacientes internados com Covid-19 em hospitais da rede pública já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença.

Do total de hospitalizados, 51,6% (325 doentes) já foram totalmente imunizados, com as duas doses ou com a dose única da Janssen.

Apenas 18,3% (115 pacientes) não tinham sido vacinados.

Os números foram coletados na segunda (13).

De acordo com o secretário-adjunto Luiz Carlos Zamarco, que coordena o trabalho, o elevado percentual de vacinados internados já era esperado.

"A adesão à vacinação foi total na cidade, com praticamente toda a população adulta já vacinada. Sabemos que as vacinas não garantem que ninguém ficará doente. Portanto, muitos dos internados, a partir de agora, estarão vacinados".

O importante, diz ele, é que os imunizantes evitam complicações e mortes —e diminuem o número de internações.

Ele lembra que no dia 30 de maio, quando a epidemia atingiu o pico na cidade, 1.993 pacientes estavam internados na rede municipal —1.132 deles estavam em UTIs, que chegaram perto da lotação máxima.

Agora são 629 hospitalizados, sendo apenas 300 em UTIs e os demais em enfermaria ou em pronto-atendimento.

"Depois que a vacinação foi acelerada, o número de internações despencou e tem permanecido estável", afirma ele.

Do total de vacinados que estão internados, 218 (34,6%) tomaram pelo menos a primeira dose da Coronavac. Entre estes, 170 receberam também a segunda dose (ou 27% do total de internados).

Outros 196 pacientes (31,1%) já tinham tomado ao menos a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca. Destes, 121 (19,2%) tomaram também a segunda dose.

Já a Pfizer foi o imunizante aplicado em 60 pacientes internados (9,5%), que tomaram ao menos a primeira dose. Destes, 15 (2,3%) receberam também a segunda dose.

Outros 19 (3%) tomaram a dose única da Janssen. E 21 doentes disseram não se lembrar da vacina que receberam.

Zamarco lembra que a Coronavac e a AstraZeneca foram os imunizantes mais aplicados na cidade, o que ajudaria a explicar o percentual maior de internados que tomaram ao menos uma das duas vacinas.

Na mesma segunda (13) em que as informações foram levantadas, quatro pacientes morreram.

Dois deles não estavam vacinados e tinham mais de 60 anos.

Uma terceira vítima tinha recebido a primeira dose e tinha mais de 60 anos. E a quarta vítima, que também tinha recebido a primeira dose, tinha menos de 60 anos.

O trabalho de Zamarco mostra também a idade dos internados e as vacinas que eles tomaram.

Do total de 629 internados, 43,7% (275 doentes) tinham mais de 60 anos. Apenas seis deles não estavam vacinados.

Outros 27,6% (174 doentes) tinham entre 40 e 60 anos. Destes, 30 não estavam vacinados.

A faixa entre 18 e 40 anos correspondia a 14% dos internados (88 pessoas). Destes, 31 não estavam vacinados.

Pacientes entre 12 e 18 anos equivaliam a 8% (51​ doentes), sendo que 28 ainda não tinham recebido doses.

No total, 20 menores de 12 anos estavam hospitalizados —e nenhum deles tinha tomado a vacina, que ainda não é aplicada nesta faixa etária.

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