'Hotel Transilvânia 2' é o filme de hoje da Sessão da Tarde

Sérgio Rizzo
·1 minuto de leitura
Divulgação

Em “Hotel Transilvânia” (2012), animação dirigida pelo russo naturalizado americano Genndy Tartakovsky, o vampiro Drácula mantinha seu hotel isolado do contato com humanos, mas não impedia que um deles se apaixonasse por sua filha adolescente. Em “Hotel Transilvânia 2”, também pilotado por Tartakovsky, o pior (para Drácula) aconteceu: a filha, Marvis, se casa com Johnny, o tal humano, e ambos têm um menino, Dennis. Ele viria com presas salientes, gostaria de sangue e saberia voar como um morcego? Ou, como teme o avô em seus piores pesadelos, puxaria apenas ao pai? A dúvida alimenta boa arte do humor da continuação, escrita pelo ator Adam Sandler (que, na versão original, faz a voz de Drácula, e que já assinou também o roteiro de vários de seus filmes, como “Zohan: o agente bom de corte”).

Como bem sabe quem costuma assistir a superproduções de animação americanas, a história mantém um olho no público infantil e o outro nos adultos. Para as crianças, o principal foco de interesse são as esquisitas criaturas do hotel e as trapalhadas de Drácula, acompanhado de seus amigos monstros, na tentativa desesperada de despertar em Dennis o vampiro que pode viver nele. Já o entretenimento para os adultos envolve as divertidas variações em torno de um casamento interracial (ou entre classes sociais distintas) e do modo de vida contemporâneo, impactado por tecnologia — a produtora aproveita para fazer o merchandising de alguns produtos do grupo, como celulares — e pelo pensamento “politicamente correto”.