Hotspot das semanas de moda francesas aberto em 1927, Caviar Kaspia ganha filial paulistana com pratos clássicos e novas criações

Haja fervo! Enquanto fashionistas comentam os melhores momentos da Semana de Moda de Paris, Rihanna, na sala ao lado, concede uma entrevista a Vogue América. Mais adiante, no espaço anexo, Anitta e Bruna Marquezine voltam às boas depois de longo hiato, comemorando o aniversário de Celina Locks, mulher do ex-jogador Ronaldo. Assim é a matriz do Caviar Kaspia na capital francesa, restaurante tão disputado em tempos de fashion week quanto os desfiles da Chanel. Dizem que Jay Z adora as batatas com caviar e Beyoncé e Bella Hadid não resistem aos blinis de salmão. Mais do que isso, nem adianta tentar descobrir. “Tal como em Vegas, o que acontece no Kaspia, fica no Kaspia”, diz o espanhol Ramon Mac-Crohon, CEO do grupo há 20 anos.

A boa notícia é que a casa, aberta em 1927 por um aristocrata russo fugido da revolução bolchevique, acaba de inaugurar uma filial em São Paulo, no CJ Shops, perfeita para quem quer matar as saudades do número 17 da Place de la Madeleine e também quem nunca esteve por lá.

“Depois dos franceses e dos americanos, os brasileiros são os meus clientes mais assíduos”, conta Mac-Crohon. “Então, quando decidimos expandir a marca, uma espécie de Hermés da gastronomia, logo pensei no Brasil”. No fim do ano passado, o Kaspia aportou também em Dubai e agora, além de pop-ups abre endereços fixos em Londres e Los Angeles.

Além dos clássicos da matriz — salmão defumado com blinis (R$ 97), batata assada com 30g de caviar (R$ 768) e ovos mexidos na casca com ovas (R$ 163) — a chef Fabiana Agostini, à frente da cozinha em São Paulo, criou pratos com ingredientes locais. O robalo no vapor com molho jerez e purê de mandioquinha (R$ 118) é uma boa pedida para quem não curte as ovas de peixe. “Temos também um carpaccio de vieiras com vinagrete yuzu e caviar que, de tanto sucesso, entrou no cardápio de Paris”.

Formada em Gastronomia pela Faculdade Anhembi Morumbi, Fabiana tem bagagem na alta gastronomia. Passou pelos bufês Charlô e Fasano, pela Le Cordon Bleu de Paris e trabalhou seis meses com Ferran Adrià no El Bulli. Depois, esteve à frente da abertura do Makoto em São Paulo e assumiu a operação do Kaspia, no fim do ano, antes da inauguração. “Me preocupei em respeitar as tradições da matriz, com adaptações para o paladar e o bolso dos brasileiros. Aqui a batata com caviar começa com 20g das ovas, lá fora, só a partir de 30g”, conta.

Na decoração, o respeito à tradição com adaptações locais também deu tom no projeto de Sig Bergamin. “Marca da casa, o azul-turquesa das toalhas e guardanapos, foi também para as paredes, numa espécie de mergulho no mar do Brasil”, diz Bergamin. “Além disso, o jogo de espelhos amplia o ambiente e reflete iluminação aconchegante”. É o maximalismo no detalhe: intenso e delicado como o próprio caviar.

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