HRW pede ao Grupo de Lima que intensifique pressão sobre Venezuela

(Arquivo) Diretor-executivo da Human Rights Watch, José Manuel Vivanco, durante entrevista coletiva em Bogotá, em 3 de fevereiro de 2010

A Human Rights Watch pediu nesta quinta-feira (18) aos doze países americanos do Grupo de Lima que intensifiquem a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, sancionando suas autoridades e levando o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

"Se não houver uma forte pressão internacional sobre a ditadura de Maduro não acreditamos que existam possibilidades de maior progresso", disse o diretor-executivo da HRW Americas, José Manuel Vivanco.

"O Grupo de Lima deve intensificar seu trabalho", ressaltou, ao apresentar o relatório mundial anual da organização de defesa dos direitos humanos, que vê a crise venezuelana como "a preocupação central" na região.

O Grupo de Lima, que critica a ruptura da ordem democrática na Venezuela, foi formado em agosto do ano passado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Vivanco disse que sua próxima reunião, na próxima terça-feira, 23, em Santiago, será "chave".

Essas negociações foram suspensas depois que o piloto rebelde Óscar Pérez foi abatido em uma operação policial e militar para sua captura.

Além disso, a HRW pediu ao Grupo de Lima que leve o caso venezuelano ao TPI por crimes contra a humanidade, solicitando a abertura de uma investigação preliminar sobre os abusos constatados.

Segundo a HRW, 2017 foi um ano "muito duro" na Venezuela, com mais de 5.400 detenções, 750 civis processados por instâncias militares, mais de 120 mortos segundo dados oficiais, 2.000 feridos em manifestações, centenas de presos políticos e milhares de pessoas fugindo do país por falta de comida e medicamentos.