Huawei sente restrições nos Estados Unidos e cresce menos que o esperado em 2020

Felipe Ribeiro
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A Huawei começa a sentir na pele as restrições impostas pelos Estados Unidos. De acordo com a gigante chinesa da tecnologia, suas receitas cresceram 9,9% até o mês de setembro de 2020. Parece um desempenho aceitável, é verdade, ainda mais em meio a uma pandemia; mas se compararmos com o mesmo período do ano passado, quando o crescimento a essa altura era de 24,4%, há motivos para preocupar-se.

Em números reais, as receitas da Huawei foram para algo na casa dos US$ 100 bilhões e, embora empresa diga que está tudo bem, os sinais mostram que não é bem assim; uma vez que as dificuldades não são apenas de entrada no mercado americano, mas também com aquisição de componentes e o uso de serviços. A fabricante emitiu um comunicado:

Enquanto o mundo luta com a COVID-19, a cadeia de suprimentos global da Huawei está sob intensa pressão e sua produção e operações enfrentam desafios significativos. A empresa continua a fazer o seu melhor para encontrar soluções, sobreviver e seguir em frente e cumprir suas obrigações com clientes e fornecedores.

Imagem: Divulgação/ Huawei
Imagem: Divulgação/ Huawei

Embora a Huawei tenha trabalhado muito para reduzir sua dependência dos Estados Unidos, a decisão ameaça o futuro de seu negócio de smartphones. A empresa já confirmou que vai paralisar a fabricação de seus processadores Kirin, que equipam modelos topo de linha da marca, como os produtosda linha Mate 40 e outros aparelhos que ainda chegarão.

Além disso, existem informações de bastidores de que a empresa pensa em vender a subsidiária Honor, que fabrica celulares mais acessíveis, para ter mais lastro com outras divisões dentro do grupo.

Fonte: Canaltech

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