Hubble captura imagens que podem permitir medição da taxa de expansão do universo

Enviado ao espaço há mais de 30 anos pela Agência Espacial Americana (Nasa), o Telescópio Espacial Hubble detectou mais de 40 galáxias, o que pode contribuir para que cientistas possam medir com precisão a taxa de expansão do universo, um dos maiores mistérios da humanidade — e que pode causar uma “reviravolta na história”.

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Segundo a Nasa, a busca pela taxa de expansão do universo começou na década de 1920, com medições feitas pelos astrônomos Edwin P. Hubble e Georges Lemaître. Em 1998, os estudos levaram à descoberta da chamada “energia escura”, uma “misteriosa força repulsiva” que acelera a expansão do universo.

Nos últimos anos, graças aos dados coletados pelo Hubble e por outros telescópios, os astrônomos descobriram o que pode ser considerado uma reviravolta: a discrepância entre a taxa de expansão medida no universo local em comparação com observações independentes logo após o “big bang”, apontando para um valor de expansão diferente.

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A causa dessa discrepância, no entanto, permanece um mistério. No entanto, os dados coletados pelo Hubble sustentariam a ideia de que “algo estranho” estaria acontecendo, possivelmente envolvendo uma “física totalmente nova”.

— Estamos obtendo a medida mais precisa da taxa de expansão do universo a partir do padrão ouro dos telescópios e marcadores de milhas cósmicas —, disse Adam Riess, do Space Telescope Science Institute (STScI) e da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, e vencedor do Prêmio Nobel. — É para isso que o Telescópio Espacial Hubble foi construído, usando as melhores técnicas que conhecemos. Esta é provavelmente a obra-prima do Hubble, porque levaria mais 30 anos de vida do Hubble para dobrar o tamanho da amostra.

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Riess lidera uma pesquisa científica que investiga a taxa de expansão do universo. O artigo da equipe, que será publicado na edição Special Focus, do The Astrophysical Journal, relata a conclusão da maior e provavelmente última grande atualização da constante de Hubble.

Os novos resultados mais que dobram a amostra anterior de marcadores de distância cósmica. A equipe também reanalisou todos os dados anteriores, com novo conjunto de dados, agora incluindo mais de 1.000 órbitas do Hubble.

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