Human Rights Watch acusa Israel de crimes de "apartheid" contra palestinos

Rami Ayyub
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Palestinos protestam contra assentamento judeus na vila de An-Naqura, na Cisjordânia ocupada

Por Rami Ayyub

JERUSÁLEM (Reuters) - A entidade de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou Israel nesta terça-feira de adotar políticas de apartheid e perseguição contra palestinos e contra sua própria minoria árabe que equivalem a crimes contra a humanidade.

Sediada em Nova York, a Human Rights Watch publicou um relatório de 213 páginas que disse não pretender comparar Israel com a África do Sul dos tempos de apartheid, mas avaliar "quais atos e políticas específicos" constituem apartheid tal como definido na lei internacional.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou as acusações, "tanto absurdas quanto falsas", e acusou a HRW de acolher uma "pauta anti-israelense", dizendo que o grupo tenta "há anos promover boicotes contra Israel".

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, saudou o relatório.

Poucas semanas atrás, o Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou que investigará crimes de guerra na Cisjordânia sob ocupação israelense e na Faixa de Gaza e que os militares de Israel e grupos palestino armados, como o Hamas, serão identificados como possíveis perpetradores.

Em seu relatório, o HRW destacou as restrições israelenses à circulação de palestinos e a tomada de terras palestinas para assentamentos judeus em territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias de 1967 como exemplos de políticas que disse serem crimes de apartheid e perseguição.

"Em todo Israel e (nos territórios palestinos), autoridades israelenses mostram a intenção de manter uma dominação sobre os palestinos exercendo controle sobre terras e demografias em benefício dos judeus israelenses", diz o relatório.

(Reportagem adicional de Ali Sawafta em Ramallah, Anthony Deutsch em Amsterdã e Stephanie van den Berg em Haia)