Advogado Hyago Viana conta como vazamento de fotos íntimas de Carolina Dieckmann mudou a legislação brasileira

Atriz desabafou sobre a situação no podcast de Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank

Fernanda Paes Leme e Carolina Dieckmann emocionadas (Foto: reprodução/YouTube/GIOH)
Fernanda Paes Leme e Carolina Dieckmann emocionadas (Foto: reprodução/YouTube/GIOH)

Haja coração! Carolina Dieckmann é a convidada do novo episódio do "Quem Pode, Pod", podcast apresentado por Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank, e concedeu uma entrevista reveladora à dupla. Em um dos momentos mais emocionantes do bate-papo, a atriz relembrou o vazamento de fotos íntimas que mandou para o marido, Tiago Worcman, e a reação do filho, David, ao saber da situação.

"Os hackers entraram em contato com o meu empresário, querendo negociar um valor para que as imagens não fossem divulgadas, mas eu nunca pensei em ceder à chantagem. Acionamos a polícia para saber se era viável quebrar o sigilo ou rastrear as ligações de alguma forma, mas tudo era muito mais difícil e burocrático naquela época", conta.

"Essa lei, sancionada durante o governo Dilma Rousseff, ficou conhecida por ser o primeiro texto legal a incluir crimes cibernéticos ao Diploma Penal e jogar luz sobre a necessidade de estabelecer regras de proteção de dados e a segurança dos usuários como um todo no ambiente on-line", comenta o advogado Hyago Viana.

Yago Viana (Foto: divulgação)
Yago Viana (Foto: divulgação)

De volta ao caso, a atriz revelou que quando tudo veio à tona, estava saindo de um trabalho em São Paulo e não conseguiu nem pegar o avião [convencional para casa, no Rio]. Ela teve que fretar um avião e, no aeroporto, já tinha gente esperando para levá-la para casa. A artista ainda ligou para o Bruno De Luca e pediu que ele fosse em sua casa e desligar a internet porque o seu filho, na época com 13 anos, ia acabar vendo alguma coisa e ela queria conversar com ele antes para explicar o que aconteceu.

"Só que o David é muito quieto, né? Se eu sou reservada, ele é uma ostra. Eu tentava falar com ele, mas eu sentia que nada que eu dissesse iria confortá-lo. Eu só me senti confortável realmente para falar disso há quatro anos, quando ele falou que sentia muito orgulho de mim por como lidei com essa situação. Ali, eu entendi que ele entendeu tudo que eu fiz na época, a importância disso. Entendi que às vezes a gente não fala, mas sente", concluiu Carolina, visivelmente emocionada.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Fama de antipática e "Pânico na TV"

Outro ponto interessante da entrevista é que Carolina Dieckmann credita ao extinto "Pânico na TV" a fama de antipática que a persegue até hoje. "A primeira vez que ouvi algo do 'Pânico', era uma piada que chamava a Marília Gabriela de dragão, porque ela namorava o Reynaldo Gianecchini. Depois, 'vamos calçar uma sandália de elefante no Jô [Soares]', 'Vamos caçar a Preta [Gil] porque ela é uma baleia'. Eu não entendia como alguém poderia achar graça naquilo. Hoje, eu não precisaria me defender. Mas foi muito pesado para mim na época, virou uma perseguição [física e moral]. Até hoje, quando alguém cria essa barreira ou fala qualquer coisa sobre eu ser antipática, é nessa dor que vai. Não tem cura. Acho que só vai parar de doer quando ninguém mais falar isso sobre mim", desabafou.