Ibama exonera chefes de fiscalização após operação contra garimpo

FABIANO MAISONNAVE
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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL 17.02.2020 Ricardo Salles (ministro do Meio Ambiente). Cerimônia de posse do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Junior, no Salão dos Passos Perdidos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL 17.02.2020 Ricardo Salles (ministro do Meio Ambiente). Cerimônia de posse do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Junior, no Salão dos Passos Perdidos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou dois servidores de carreira que ocupavam cargos de chefia na fiscalização do Ibama. Foi uma reação à reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, sobre extração de ouro em terras indígenas, atividade que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promete regulamentar.

Deixam os cargos Renê Luiz de Oliveira, coordenador-geral de fiscalização ambiental, que ocupava o cargo antes do governo Bolsonaro, e Hugo Ferreira Netto Loss, coordenador de operações de fiscalização.

Para o lugar de Oliveira, Salles indicou o coronel da reserva da PM de São Paulo Walter Mendes Magalhães Júnior. Loss foi substituído por um servidor concursado, Leslie Tavares, que estava lotado em Manaus.

Reportagem do Intercept publicada em fevereiro mostra que, quando era superintendente do Ibama no Pará, Magalhães ignorou normas internas para liberar cargas de madeira exportadas ilegalmente. Ele ocupava esse cargo também por nomeação de Salles.

Um dia depois após a reportagem no Fantástico, veiculada em 12 de abril, o governo já havia exonerado o chefe da Diretoria de Proteção Ambiental, o também major da PM Olivaldi Borges Azevedo, que estava no cargo desde o início do governo Bolsonaro. Segundo servidores, o motivo foi não ter impedido a fiscalização, realizada no médio Xingu, no Pará.

No lugar de Olivaldi, Salles nomeou outro PM paulista, o coronel Olímpio Ferreira Magalhães.

Oficiais da PM paulista também controlam o ICMBio, incluindo o presidente do órgão, o coronel Homero Cerqueira.