Ibama resgata araras e cobras píton e embarga hotel fazenda em terra indígena

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Foto: Divulgação/Ibama
Ibama resgatou do local cinco araras, duas cobras píton e um papagaio. Foto: Divulgação/Ibama.
  • Estabelecimento foi multado em mais de R$ 500 mil

  • Animais eram exibidos aos hóspedes

  • Terra Indígena Piaçaguera foi regularizada em 2018

Um hotel fazenda em Peruíbe, no litoral de São Paulo, que mantinha animais silvestres para expor ao público foi multado em mais de R$ 500 mil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O local também foi embargado por estar localizado dentro da Terra Indígena Piaçaguera.

Uma equipe de fiscalização da cidade de Santos cumpriu uma ação de autuação, embargo e interdição de empreendimento de turismo no local nesta segunda-feira (22). A ação teve apoio do Ibama em São Paulo (Supes-SP) e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), de Lorena.

Foram resgatados do local cinco araras, um papagaio e duas cobras pítons, que foram levados ao Cetas.

Cobra píton resgatada. Foto: Divulgação/Ibama
Cobra píton resgatada. Foto: Divulgação/Ibama

"Foi uma ação do Ibama junto com o Ministério Público, então, vieram fiscais de São Paulo, e também foram os nossos fiscais daqui. Esse hotel foi fechado, embargado, e as equipes retiraram todos os animais. Agora, é preciso tirar os peixes da lagoa que sejam exóticos. Então, ainda existe essa parte, o Ibama deu o prazo para eles realizarem e vai acompanhar", disse a agente federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo Ibama na região, em entrevista ao portal G1.

A ação também teve apoio do Ministério Público Federal (MPF), todas as ações foram comunicadas à Coordenação Regional Litoral Sudeste da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Itanhaém, de acordo com o Ibama. Os autos somaram R$ 585.500.

Nas redes sociais, o hotel fazenda divulgou que o local ficará fechado por tempo indeterminado por conta de "obras na infraestrutura visando a segurança do público".

Sobre a localização do empreendimento, a Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), que atua junto com pessoas indígenas e quilombolas na garantia de seus direitos territoriais, culturais e políticos, informou que a Terra Indígena Piaçaguera é residência de 358 indígenas que se autodenominam Tupi-Guarani. A população se organiza em onze aldeias, em uma área de 2.773,7978 hectares no município de Peruíbe.

A demarcação da Terra Indígena Piaçaguera foi homologada pela então presidenta Dilma Rousseff em 2016 e registrada em cartório no mesmo ano. Em 2018, a terra foi registrada na Secretaria do Patrimônio da União, finalizando o procedimento de regularização fundiária.

A CPI-SP explicou também, ao portal G1, que a terra indígena está localizada na Mata Atlântica e ocupa uma área amplamente preservada, sendo que apenas 11% de seu território está desmatado.

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