IBGE: 3,15 milhões de brasileiros procuram trabalho há dois anos ou mais

Pedro Capetti
Carteira de trabalho: desemprego brasileiro está entre os mais maiores do mundo

O número de brasileiros que estão procurando emprego há pelo menos mais de dois anos caiu 1% no terceiro trimestre de 2018 — de 26,2% para 25,2% de toda a população desocupada brasileiros, na comparação com segundo trimestre deste ano.  São menos 197 mil de trabalhadores nessa situação, segundo dados do IBGE. A despeito da melhora, o desemprego de longa duração afeta mais de 3,1 milhões de cidadãos.

A taxa apresentou queda após atingir o pico da série histórica no segundo trimestre de 2019. No entanto, na comparação com todo o cenário, a taxa é 117% maior do que a registrada em 2012, quando o IBGE iniciou a Pnad Contínua. No terceiro trimestre de 2012, eram mais de 1,45 milhão de brasileiros nessas condições. 

Na análise por estado, Amapá tem a situação mais crítica. Um em cada dois desempregados no estado estão procurando emprego há pelo menos dois anos (52,2%). A Unidade da Federação é seguida por Amazonas (39,1%) e o Rio de Janeiro, estado em que um em cada três desempregados ainda encontra-se na longa saga por um emprego.  A menor taxa, por sua vez, foi registrada em Minas Gerais (7,1%) e Piauí (4,1%).

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O elevado tempo de procura por emprego é um dos fatores que ajudam a explicar o desalento, que ocorre quando o trabalhador desiste de buscar uma vaga por acreditar que não conseguirá obtê-la. No terceiro trimestre, o país tinha 4,7 milhões de desalentados. O número é menor que o registrado no segundo trimestre deste ano, quando 4,9 milhões de desempregados estavam nessa situação.

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