IBGE: População autodeclarada preta cresce 32,4% no Brasil, em 10 anos

Em dez anos (de 2012 a 2021), o número de pessoas que se declaram como preta e parda aumentou em uma taxa superior à do crescimento do total da população do país, segundo o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Ibge, divulgado nesta sexta. Em 2012, 7,4% dos brasileiros se autodeclaravam como pretos, já a porcentagem registrada em 2021 foi de 9,1%. E os pardos aumentaram de 45,6% para 47%. Enquanto isso, a participação dos que se declaram brancos na população caiu de 46,3% para 43%.

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Isso significa que a população preta cresceu 32,4% e a parda 10,8% na última década. Dados que mostram uma evolução acima do crescimento do total da população brasileira: 7,6%.

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De acordo com o Pnad Contínua, a Bahia e o Rio são os estados com maior concentração de pessoas pretas, respectivamente 21,5% e 14,2%. Em relação às regiões, o Nordeste tem a maior proporção (11,4%), seguido do Sudeste (9,6%) e Centro-Oeste (8,7%). Já os pardos se concentram mais no Norte (73,4%), onde fica também a menor participação das pessoas que se declaram como brancos (17,7%). O predomínio da população branca está no Sul (75,1%), seguido do Sudeste (50,7%).

Proporção entre brasileiros do sexo masculino e do sexo feminino permanece estável

Os resultados do Pnad Contínua sobre tamanho da concentração de homens e mulheres mostraram que as taxas continuaram similares às registradas em 2012. No ano passado, foi registrado que o país tinha 95,6 homens para cada 100 mulheres residentes. Ou seja, a população é dividida em 108,7 milhões de pessoas do sexo feminino (51,1%) e 103,9 milhões do sexo masculino (48,9%).

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O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto afirma que há tendência de queda da concentração de homens, à medida que a população do Brasil se torna mais envelhecida. Segundo os dados, o número de pessoas abaixo de 30 anos de idade no país caiu 5,4%, enquanto houve aumento em todos os outros grupos acima dessa faixa etária.

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Enquanto a proporção entre mulheres e homens é similar entre as pessoas de 25 a 29 anos, a concentração feminina passa a ser superior em todos os grupos de idade a partir de 30 anos. Na faixa de 60 anos ou mais, eram 78,8 homens para cada 100 mulheres, em 2021.

- A população masculina tem um padrão mais jovem. Nascem mais homens do que mulheres, mas essa diferença vai diminuindo à medida que a idade avança, já que a mortalidade tende a ser maior entre eles - explicou Geaquinto.

Entre as regiões do país, o Norte é a única em que há maior concentração de homens (102,3 para cada 100 mulheres). Já o Nordeste registrou a maior participação feminina (93,9 homens para cada 100 mulheres).

- Além da diferença de mortalidade, isso pode ter relação com os padrões de migração. Um dos fatores que pode influenciar é o tipo de atividade econômica exercida em cada região. Nas fronteiras agrícolas e minerais, por exemplo, o tipo de trabalho atrai mais a mão de obra masculina - apontou o analista.

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