IBGE revisa crescimento de 2018 para 1,3%. Resultado do 1º semestre de 2019 também é revisto para cima

Pedro Capetti e Gabriel Martins

RIO - O IBGE fez uma série de revisões do PIB, tanto dos resultados dos primeiros trimestres deste ano quanto do desempenho da economia em 2018.

No 2º trimestre, a revisão foi para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%. Já o resultado do 1º trimestre foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%. No 3º trimestre deste ano, o PIB cresceu 0,6%, puxado pelo desempenho da agricultura.

O instituto também revisou o crescimento econômico de 2018, de 1,1% para 1,3% no ano. A revisão leva em consideração o desempenho de diversos setores da economia. A principal alteração ocorreu no desempenho da Agropecuária, cujo crescimento no ano saltou de 0,1% para 1,4%.

Segundo o IBGE, a diferença de 1,3% entre o resultado revisto e o original se deve, em grande parte, à incorporação dos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), a Produção da Pecuária Municipal (PPM) e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura.

Essas pesquisas foram incorporadas em substituição aos dados de pesquisas conjunturais divulgadas em 2018, cujo resultado estavam sendo levados em consideração para o cálculo do PIB brasileiro.

Além da agricultura, o desempenho da indústria foi revisado para baixo, de 0,6% para 0,5%. As mudanças se devem à atualização dos dados utilizados para cálculo, principalmente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Nos serviços, a alteração foi para cima, com mudança de crescimento de 1,3% para 1,5%, em virtude de atualização dos resultados primários.

Com as alterações na oferta, os componentes de demanda foram atualizados também: o consumo das famílias avançou 2,1%, os investimentos cresceram menos, 3,9% em 2018, as exportações cresceram 4% e as importações subiram 8,3%.

O consumo do governo saltou de zero para 0,4%. Segundo o IBGE, as diferenças na despesa se devem às revisões do lado da oferta.