IBGE vai pedir orientação do Ministério da Economia sobre manutenção do Censo 2021

Stephanie Tondo
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O corte de quase 90% do orçamento previsto para o Censo 2021 colocou em dúvida a realização da pesquisa, que por lei deve ser feita a cada dez anos. Com a redução dos recursos, há incertezas também sobre a continuação dos processos seletivos simplificados que tiveram editais lançados novamente este ano — após o cancelamento das provas no ano passado, em razão da pandemia — para mais de 6,4 mil vagas temporárias para trabalhar na operação censitária.

O orçamento pedido pelo IBGE inicialmente era de R$ 3,4 bilhões. Após pressões do governo federal, chegou-se a um acordo para o repasse de R$ 2 bilhões. No entanto, o Orçamento aprovado no Congresso reduziu o total previsto para a pesquisa a R$ 71 milhões — apenas 3,5% do total.

Segundo informação da Agência Câmara de Notícias, o parecer retira R$ 1,76 bilhão do Censo, deixando apenas R$ 190,7 milhões já autorizados e outros R$ 50 milhões condicionados a proposta de crédito suplementar, o que ainda dependeria de autorização do Congresso.

"A decisão representa uma redução de quase 90% do orçamento previsto na PLOA encaminhada em agosto de 2020, que era de R$ 2 bilhões", aponta o IBGE.

As inscrições para os cargos de supervisor e agente de pesquisas e mapeamento terminaram no dia 26 de março, enquanto para as funções de agente de pesquisas por telefone, o prazo vai até o dia 31.

O IBGE ainda não sabe informar se o concurso será mantido ou, caso seja cancelado, se as taxas de inscrição serão devolvidas aos candidatos.

"Diante deste cenário, o IBGE solicitará orientações ao Ministério da Economia sobre os procedimentos no tocante à operação censitária que por lei deve ser realizada a cada dez anos", informou o instituto em nota.