Ibovespa crava novo recorde com maior série de altas desde 2018 e já supera Nasdaq no ano

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. -  (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. - (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ibovespa fechou em alta de 0,50%, a 130.776,27 pontos nesta segunda-feira (7), novo recorde nominal (sem contar a inflação).

Esta foi a oitava alta seguida do índice, a maior série de ganhos desde 2018, sendo o sexto recorde seguido. Na sessão, superou os 131 mil pontos pela primeira vez, cravando também um novo recorde intradia, ou seja, durante a sessão.

No ano, o Ibovespa se valoriza 9,9%, acima da alta de 7,7% do índice Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia nos Estados Unidos. Em 2021, Dow Jones sobe 13,15% e S&P 500, 12,5%.

O analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro, chama atenção para a alta dos bancos, que ele cita como principal porta de entrada de estrangeiros na Bolsa dada a ampla liquidez destes papéis.

Dados da B3 apontam saldo de capital externo positivo em R$ 3,9 bilhões nos dois primeiros pregões deste mês, após entrada líquida de R$ 12,2 bilhões em maio.

Na visão do chefe de renda variável da Vero Investimentos, Alexandre Jung, embora o novo recorde demonstre apetite de investidores por vários setores, a performance dos bancos respondeu por forte impulso na sessão.

"Nas últimas semanas, os bancos têm demonstrado bastante força", observou, atribuindo tal movimento a dados sobre retomada da economia, aumento de crédito, mas também porque esses papéis ficaram subprecificados na crise.

O Banco Central apontou que pandemia derrubou a rentabilidade dos bancos em 2020 ao menor patamar em pelo menos dez anos, mas que a perspectiva é de melhora este ano.

Nesta segunda, o Itaú Unibanco fechou em alta de 2,35%. As ações preferenciais (mais negociadas) do Bradesco subiram 1,25%. Banco do Brasil avançou 2,15% e Santander, 1,89%.

Já o Banco Inter caiu 3,71%, após anunciar que escolheu os bancos para potencial follow-on, no valor fixado R$ 57,84 por papel, bem como convocou assembleia para aprovar aumento de capital de R$ 7 bilhões.

A Azul, por sua vez, avançou 5,57% depois que o Bradesco BBI elevou a recomendação da ação, acrescentando que possíveis fusões e aquisições envolvendo a companhia aérea podem reescrever a história do setor no país. Gol subiu 3,93%, com o noticiário incluindo melhora na demanda em maio e conclusão do processo de seleção de relação de troca em reorganização da Smiles.

As ações preferenciais da Petrobras recuaram 0,74%, acompanhando a fraqueza dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent fechou em baixa de 0,56%, a US$ 71,49 o barril.

A Vale caiu 0,97%, conforme o preços do minério de ferro na China recuaram nesta segunda, após dados comerciais chineses moderados e menores margens de lucros em siderúrgicas terem reduzido o entusiasmo do mercado sobre as perspectivas de demanda. No setor de mineração e siderurgia do Ibovespa, o pior desempenho foi de CSN, que terminou em baixa de 2,96%.

Da pauta macroeconômica, pesquisa Focus mostrou forte revisão nas projeções para o PIB em 2021 após a divulgação na semana passada de dados melhores do que o esperado sobre atividade econômica, com a mediana das projeções agora apontando alta de 4,36%.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou em baixa de 0,08% e o Dow Jones, de 0,36%. Nasdaq subiu 0,49%.

O dólar encerrou o pregão com alta marginal de 0,01%, a R$ 5,0370.