Ibovespa recua com declínio de bancos; Embraer sobe

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Bolsa de valores de São Paulo

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, voltando a trabalhar abaixo dos 130 mil pontos, apesar do cenário externo relativamente tranquilo, com bancos entre as maiores pressões de baixa, enquanto Embraer continuava entre os destaques positivos.

Às 11:06, o Ibovespa caía 0,25 %, a 129.749,75 pontos. O volume financeiro somava 3,86 bilhões de reais.

No exterior, na visão da economista-chefe da plataforma de investimentos da Consulenza, Helena Veronese, o quadro mais tranquilo reflete a percepção de que dados recentes da inflação dos EUA aparentemente não mudam a política monetária do Fed.

Em Nova York, o S&P 500 subia 0,11%.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN perdia 1,12%, em sessão de ajustes após semana mais positiva para os papéis, que ainda acumula elevação de cerca de 1,4% no período. BRADESCO PN recuava 1,14%, também pesando no Ibovespa.

- EMBRAER ON subia 3,55%, ampliando a alta da véspera, quando anunciou que sua empresa de transporte aéreo urbano Eve iniciou discussões para eventual combinação de negócios com empresa de propósito específico de capital aberto nos EUA. Além disso, o Bank of America elevou a recomendação dos ADRs da Embraer para "compra".

- MULTIPLAN ON caía 3,2%, com o setor de se shopping centers entre os destaques negativos. IGUATEMI ON recuava 2,98% e BRMALLS ON perdia 2,67%.

- SABESP ON valorizava-se 2,45%. De acordo com o Valor Econômico, o governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da companhia de água e esgoto do Estado. A Sabesp também anunciou que seu conselho aprovou uma emissão de debêntures de até 1,2 bilhão de reais.

- VALE ON subia 1,69%, com o setor de mineração e siderurgia como um todo no azul, tendo de pano de fundo que os contratos futuros do minério de ferro saltaram nesta sexta-feira para o seu nível mais alto em mais de três semanas, uma vez que uma recuperação nos estoques de aço na China sugeriu que a demanda pela matéria-prima permaneceu forte.

- BRF ON avançava 1,11%, tendo no radar notícia de O Globo de que a rival JBS estuda um contra-ataque à Marfrig para supostamente avançar sobre o controle da dona das marcas Sadia e Perdigão. Procurada, a JBS disse que não comenta especulações de mercado. JBS ON caía 0,44% e MARFRIG ON cedia 1,13%.

- PETROBRAS PN tinha acréscimo de 0,49%, alinhada ao comportamento dos preços do petróleo no exterior. A companhia anunciou contrato com a joint venture formada pelas empresas Saipem e DSME no valor de 2,3 bilhões de dólares para fornecimento da plataforma P-79, oitava unidade a ser instalada no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

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