Ibovespa sobe e dólar cai, com Evergrande e decisões de bancos centrais no radar

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RIO — A Bolsa é negociada em alta enquanto o dólar opera em baixa ante o real na manhã desta quinta-feira. Além de monitorarem os desdobramentos da situação da gigante imobiliária chinesa Evergrande, que buscou tranquilizar os mercados, os investidores avaliam o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a nova alta da taxa básica de juros.

Por volta de 10h30, o índice Ibovespa tinha alta de 0,31%, aos 112.632 pontos. No mesmo horário, a moeda americana tinha baixa de 0,14% , negociada a R$ 5,2964 e acompanhando o movimento visto no exterior.

No cenário interno, ainda há expectativa pela votação do texto base da reforma administrativa.

Decisões sobre juros

O Copom subiu a Selic em 1 ponto percentual, passando dos 5,25% para os 6,25% e sinalizou uma nova alta na mesma proporção para a próxima reunião.

A decisão em si veio na linha das expectativas, o que reforça a importância do comunicado que seguiu a decisão. Os dirigentes do banco deram uma leve suavizada ao descrever a estratégia da autoridade monetária.

Se na reunião passada, eles reforçaram a necessidade de um ajuste mais “tempestivo”, agora, consideraram o ritmo atual como o mais adequado para tentar conter a inflação dentro das metas para os próximos anos e, ao mesmo tempo, avaliar o andamento da economia.

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques”, destacou em comunicado.

A quarta-feira ainda contou com as novas sinalizações do Federal Reserve, Banco Central americano.

O banco manteve suas taxas referenciais de juros e programas de títulos inalterados, mas seu presidente, Jerome Powell, afirmou em coletiva que o início da retirada de estímulos pode começar em novembro, o que desacelerou o ganho dos ativos no final do pregão de ontem.

“Vimos uma política expansionista que durou muito tempo por conta da pandemia, o Fed estimulou juros baixos, injetando dinheiro na economia para que ela recuperasse. Agora que já dá sinais de recuperação, tudo indica que esses estímulos sejam retirados aos poucos”, destacou a especialista em ações da Clear Corretora, Pietra Guerra, em comentário matinal.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 0,76% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,74%.

Apos um pregão de recuperação, as ordinárias da Vale (VALE3) cediam 1,30% e as ordinárias da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 1,74%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) caíam 0,66% e as da Gerdau (GGBR4), 1,60%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham altas de 0,97% e 1,06%, respectivamente.

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