Ibovespa tem nova queda e perde o patamar dos 117 mil pontos, pressionado por Vale e riscos locais

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RIO — A Bolsa brasileira é negociada em queda no início desta quarta-feira, abaixo do patamar dos 117 mil pontos. O movimento negativo ocorre em meio aos ruídos fiscais e políticos em Brasília, que pressionam os negócios locais, e com o desempenho ruim de empresas importantes como a Vale.

O dólar, por sua vez, operava com alta ante o real. No radar dos investidores está a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, Banco Central americano.

Por volta de 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,2761, alta de 0,07%. No mesmo horário, o índice Ibovespa cedia 0,87%, aos 116.876 pontos.

Fed e riscos internos

Não são esperadas grandes novidades a respeito do documento do BC americano. Mesmo assim, os agentes de mercado vão observar com lupa possíveis sinalizações sobre o começo e a velocidade da retirada de estímulos da economia naquele país, após a divulgação de dados ruins de vendas do varejo.

Em nota, analistas do Bradesco destacam que a ata deverá reconhecer a continuidade da recuperação econômica e pressão sobre os preços, ainda que sem apresentar uma mudança sobre a atual política monetária.

“Mas, diante dos riscos e da avaliação do caráter transitório de boa parte da inflação, deverá reforçar a sinalização de manutenção de estímulos monetários”, escreveram.

No caso brasileiro, o mau humor visto nos últimos dias deve continuar, ainda mais com o novo adiamento da votação sobre as mudanças no imposto de renda (IR), que contemplam pontos importantes para os investidores como a taxação de dividendos.

O impasse dos tributos se soma a um cenário marcado pelas discussões a respeito da reformulação do Bolsa Família, com o aumento do valor do benefício, e a proposta de emenda à Constituição (PEC) dos precatórios. Sem falar em uma renda fixa mais atrativa por conta de juros mais altos.

Dessa forma, mesmo que ocorra um eventual movimento de correção na Bolsa neste pregão, após a queda brusca de terça-feira, o sentimento de pessimismo permanece.

“Apesar de esperarmos uma maior acomodação do movimento de perdas com os atuais níveis de preços praticados na bolsa local, não acreditamos em uma recuperação relevante na sessão desta quarta-feira”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Vale em queda

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 0,72% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,63%.

As ordinárias da Vale (VALE3) e da Siderugica Nacional (CSNA3) caíam 2,54% e 2,21%, respectivamente. O movimento era influenciado pela queda do preço do minério de ferro negociado no exterior.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) cediam 2,58%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham altas de 0,13% e 0,44%, respectivamente.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com queda. Por volta de 10h35, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,39%. Em Frankfurt e Paris, as quedas era 0,04% e 0,75%, respectivamente.

As bolsas asiáticas fecharam em alta. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,59% e a de Hong Kong, 0,47%. A Bolsa de China teve alta de 1,11%.

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