Número 1 do mundo no taekwondo conta como treina durante isolamento

Ícaro Miguel, de azul, durante a final dos Jogos Pan-Americanos de 2019, onde ficou com a prata (REUTERS/Susana Vera)

O início do mês de abril trouxe uma ótima notícia para Ícaro Miguel. O atleta se tornou o primeiro lutador brasileiro a ocupar o posto de número do ranking mundial de taekwondo. Uma notícia que veio em meio a um período estranho para o esporte, com todas as competições canceladas e o adiamento das Olimpíadas por causa da pandemia do novo coronavírus. Mesmo assim, o mineiro acredita que a decisão sobre os Jogos foi acertada e que isso pode trazer benefícios.

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"Acho que a saúde pública tem que ser preservada, e a saúde dos atletas, familiares e espectadores também", afirmou Ícaro. "No meu caso, que já tenho a vaga olímpica, é mais tempo para pensar na minha preparação. Poder me preparar com cautela, sem preocupação com data. Então só vejo pontos positivos, com a possibilidade de chegar ainda melhor do que já estamos."

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Durante o período de isolamento social, Ícaro está no sítio da família em Juatuba, que fica na região metropolitana de Belo Horizonte, mas continua treinando.

"Falei com meus treinadores, que mandam treinos e a gente adapta da forma que dá. Estamos focando mais na parte física porque os treinos técnicos e táticos ficam meio limitados porque precisa de um companheiro", disso o lutador. 

Isso não quer dizer que os trabalhos táticos e técnicos não continuam, já que Ícaro e seus treinadores continuam fazendo correções de movimentos.

Novo número 1 do ranking mundial na categoria até 87 kg, o mineiro afirma que já esperava chegar ao topo, mas que o trabalho não para por aqui.

"É incrível traçar uma meta, batalhar por ela e ver essa meta se concretizando. Fico muito feliz por tudo que vem acontecendo", disse. "É legal, é bom, é algo grandioso e inédito para o nosso esporte, mas quero mais. Quero continuar crescendo, trabalhando e fazer do nosso esporte uma referência dentro do nosso país."

Ícaro Miguel tem 24 anos e luta mesmo tendo perdido 90% da visão do olho direito em um acidente doméstico aos 6 anos de idade, quando sua mãe pingou amônia no olho direito imaginando que fosse água boricada.

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