Do ICQ ao WhatsApp: o que mudou no Brasil 20 anos após a primeira vitória de Lula

No ano em que se completam duas décadas da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, o resultado confirmado pelas urnas ontem é uma das poucas similaridades entre outubro de 2022 e de 2002. Há 20 anos, Lula recebeu um país com dólar e inflação em alta — em parte, pelo temor do mercado com uma inédita vitória do PT —, mas com menor desemprego e menos armas em circulação.

Indicadores econômicos e sociais, como população na linha da pobreza, que melhoraram na primeira década de Plano Real e nos 8 anos de governo Lula, voltaram a subir no pós-pandemia. O preço do litro da gasolina, que chegou ao patamar recorde de R$ 7 neste ano, foi enxugado nos últimos meses por medidas do governo Bolsonaro às vésperas da eleição. Em 2023, a tendência é de alta.

Há diferenças que não se restringem ao Brasil. Com o salto tecnológico, acessar a internet em um telefone celular, cenário que beirava a ficção científica em 2002, hoje é realidade para oito em cada dez brasileiros. Até a Copa do Mundo, evento que antecedeu as eleições brasileiras desde a redemocratização, ficou diferente: a deste ano, no Catar, ainda está para começar; a seleção brasileira buscará em dezembro o hexacampeonato, 20 anos após o penta.