'E na presidência temos um idiota inútil', diz Boulos em resposta a Bolsonaro

AP Photo/Andre Penner

"Se ele nos chama de idiotas úteis, eu digo que na presidência tem um idiota inútil". Assim Guilherme Boulos (PSOL) definiu o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em aula pública promovida pelos sindicatos dos professores e servidos do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte) na tarde desta quarta-feira (15) em Natal.

Durante 40 minutos, Boulos falou para milhares de pessoas que se concentravam no ginásio do campus central do IFRN. "O que está em pauta, hoje, não é apenas o corte no orçamento. Mas, sim, todo o conceito da nossa educação. O governo Bolsonaro quer formar peças que saibam apenas ler, escrever e contar. Não quer jovens pensantes, questionadores", disse Boulos.

Entenda o caso

Nos Estados Unidos, onde vai ser homenageado em Dallas, o presidente comentou os cortes em gastos, em especial da educação. Bolsonaro falou sobre protestos que acontecem em todo o Brasil.

Ao falar sobre os manifestantes que tomam as ruas do país nesta quarta, Bolsonaro os definiu como “idiotas úteis, imbecis”.

"É natural, é natural [ter o protesto]. Agora... a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou o presidente.

O presidente também comentou os cortes em si, afirmando que não gostaria de fazê-los, mas destacando a necessidade urgente do movimento.

LEIA TAMBÉM

'Se insistir nos cortes, Bolsonaro terá pouco tempo de governo', afirma Suplicy

'É um enganador profissional, desleal a vida inteira', diz Ciro sobre Lula

“Não existem cortes. Nós temos um problema que... Eu peguei um Brasil destruído economicamente também. Então as arrecadações não eram aquelas previstas de quem fez o orçamento no corrente ano e se não houver contingenciamento, eu simplesmente entro de encontro, né, à lei de responsabilidade fiscal? Então, este mês não tem dinheiro. É o que qualquer um faz. Não tem, tem que contingenciar. Agora gostaria que nada fosse contingenciado. Gostaria, em especial, educação”, disse o presidente.

Com FOLHAPRESS